quinta-feira, 29 de julho de 2010
Yoga para Casais Grávidos
Enquanto estou de férias, passeando pela Holanda, aproveitei para fazer um novo curso no B.K.S. Iyengar Institute Amsterdam.
Dessa vez, o intensivo de verão foi com Delilah King, americana radicada na Holanda há 15 anos. Depois das aulas, sempre trocamos muitas ideias e conversamos sobre os ensinamentos do Iyengar Yoga, Hatha Yoga e mais, e assim, entre uma aula e outra, a amizade foi crescendo.
Aconteceu assim também com Barbara. Outra professora de Iyengar Yoga. Italiana, sempre sorridente, mora em Amsterdã há dez anos. Assim como eu, Barbara se especializou em Yoga para gestantes e casais “grávidos”.
Ela ministra um curso mensalmente para os casais aprenderem exercícios de Yoga para a hora do trabalho de parto e me convidou para participar do curso e esclarecer alguns pontos de vista diferentes, para que seus alunos pudessem ter uma nova experiência.
Aproveitei minha formação de doula para trocar ainda mais ideias com essas gestantes, que vivem num país onde 90% das mulheres têm parto natural, normal, sem intervenções desnecessárias. Na Holanda, elas praticam Yoga pré-natal porque sabem o quanto ajuda na hora do trabalho do parto. Elas querem ter um parto ativo e o governo incentiva e banca todos os gastos para o parto domiciliar.
No curso havia 12 casais cheios de vontade de aprender, a maioria era mãe de primeira viagem e os parceiros sempre questionam e participam muito das aulas, querendo ajudar ainda mais suas mulheres a terem uma “boa hora”.
Aqui vão algumas dicas do que ensinei e aprendi por lá, para os casais, na hora do trabalho de parto:
Respiração: é importante que o parceiro aprenda e tenha em mente a respiração, para que sua mulher possa ser guiada por ele quando estiver em trabalho de parto. Mantenham sempre o “olho no olho” e estejam 100% nessa ação, juntos!
A inspiração é longa e profunda. A exalação é maior do que a inspiração.
Para praticarem juntos em casa: inspirar pelo nariz contando até três tempos e soltar o ar também pelo nariz contando de cinco ou seis.
Respiração para a hora da expulsão do bebê: quanto as contrações estiverem mais constantes, a exalação pode ser feita pela boca, para que a mulher possa sentir um alívio ao exalar. O parceiro mantém a ritmo para que a mulher não perca e consiga segui-lo.
Relaxar a lombar: a gestante ajoelha e separa os joelhos dando espaço para a barriga. Levar o tronco abaixo, em direção ao chão. Apoiar a testa nas mãos ou deixar um bloco entre as mãos. O parceiro massageia a lombar da mulher por alguns minutos. Para aliviar ainda mais, colocar uma bolsa de água quente no local, após a massagem.
Relaxar o baixo ventre: a gestante deita na lateral esquerda e o parceiro acaricia o baixo ventre pela lateral, de baixo para cima, ou seja, do lado esquerdo para o direto por alguns minutos.
Namastê! E uma ótima hora para os casais grávidos!
Adriana Vieira – Instrutora de Yoga em Santos e Doula.
E-mail: yoga@adrianavieira.com.br
Site: www.namaskaryoga.com.br
Fone: (13) 9787-6693
O Yoga e a nossa Digestão
Todos aqueles que buscam aprimorar sua própria existência, através da prática constante do Yoga, perceberão em um dado momento de seu avanço pessoal (algo que varia muito de um praticante para o outro) que um dos aspectos fundamentais para que a prática torne-se mais confortável – e as alterações benéficas no organismo sejam verdadeiramente perceptíveis – é a forma como nos alimentamos.
Não é nenhuma novidade que os textos tradicionais sobre Yoga trazem informações bem detalhadas sobre qual deveria ser a alimentação de um praticante: quais são os alimentos cheios de prana (energia vital) e que aumentarão o vigor e a vida e quais são os alimentos considerados "impuros".
De acordo com a tradição do Yoga, todos os nossos sentidos (inclusive os mais sutis) se alimentam de todas as impressões que chegam até cada um de nós. Portanto, a busca por uma melhor digestão passa por um treinamento para observar melhor todas as coisas que influenciam nossas vidas.
No mundo atual, muitas vezes somos obrigados a nos contentar com "o melhor possível" já que o ideal tornou-se algo intangível. Partindo desse princípio, a busca por uma alimentação mais saudável passa pela nossa dieta ao procurarmos alimentos mais naturais e frescos e evitar o excesso de industrialização, bem como alimentos que sejam obtidos a partir de atos de crueldade (como a carne, por exemplo), além disso, devemos observar o dia a dia atentamente, pois, sem dúvida, todos enfrentaremos situações felizes e agradáveis, mas também precisaremos encarar situações difíceis e tristes muitas vezes.
A verdadeira capacidade de digerir deve tornar uma pessoa capaz de lidar melhor com a vida, capaz de entender a ordem natural das coisas e não se exaltar inutilmente, tanto com as situações difíceis, quanto com as agradáveis. É claro que essa verdadeira capacidade de digerir não será obtida da noite para o dia e exigirá, além dessa atenção para todas as coisas da vida, um treinamento adequado de Yoga ou de qualquer outra técnica tradicional que seja mais atraente para o praticante, mas o fato é que uma pessoa que consegue observar atentamente a vida, viverá de forma muito mais íntegra e aproveitará realmente essa fantástica oportunidade que é simplesmente viver!
Existem muitas técnicas na prática do Yoga que ajustam corretamente o Agni (fogo) de uma pessoa e fazem com que essa digestão verdadeira passe a acontecer naturalmente. Porém, além da prática constante dessas técnicas é importante que o praticante aprimore também outros aspectos de sua vida (como a alimentação, por exemplo). Costumo dizer para os meus alunos que se um dia eles chegarem a sua casa e estiver chovendo e a água estiver entrando pela janela, o melhor é fechar a janela e depois secar o chão... É uma questão de lógica muito simples, mas raramente aplicada por muitos praticantes que se alongam, se contorcem, buscam o estado de meditação, dizem que querem estar num estado de “harmonia” com todas as coisas, mas não conseguem controlar o próprio paladar! Nesse aspecto é que devemos prestar mais atenção nas pequenas coisas, pois elas farão toda a diferença.
Treine sempre, alimente-se bem, preste atenção na vida e tudo de bom!
Namastê.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Férias para a cabeça
A natureza da mente é o fluxo contínuo de pensamentos por associação livre. Essa história de que durante a meditação não pensamos em nada não coincide com a experiência real dos praticantes, pelo menos não aqueles que conheço (leia mais sobre mentes vazias e meditações clicando aqui).
Mas a cultura de hoje nos estimula excessivamente os pensamentos, a necessidade de ser multi-task pode dar um curto-circuito no cérebro, hoje renomeado como estresse e seus derivados.
Um descanso diário de alguns minutos para a cabeça é garantia de saúde. Os médicos naturebas acreditam que todos os problemas físicos começam na nossa cabeça.
É fácil reconhecer a relação entre respiração e pensamentos: respiramos mais rápido quando nervosos ou agitados e a respiração se torna mais longa e confortável quando relaxados.
Os exercícios respiratórios do Yoga (pranayamas) são grande ajuda para acalmar um pouco os pensamentos, tanto em quantidade quanto em qualidade. Experimente o exercício respiratório com as narinas alternadas, um clássico do Yoga, simples e eficiente. Esse é um exercício que equilibra nosso estado (espanta a letargia ou acalma a ansiedade) e, para os que falam essa linguagem, limpa os dutos energéticos do nosso corpo. A seguir, a explicação do professor Pedro Kupfer sobre como realizar esse exercício. Experimentem!

Sentado em uma posição firme e agradável, com as costas eretas, esvazie por completo os pulmões. Obstrua a narina direita e inale pela esquerda. Retenha o ar nos pulmões. Feche a narina esquerda e exale pela direita. Aqui você completou um ciclo. Inspire por essa mesma narina e retenha o ar. Com eles cheios, troque de narina, expirando pela esquerda. Faça 20 ciclos, lembrando sempre que só deve trocar a narina em atividade com os pulmões cheios e nunca quando eles estiverem vazios. (para maiores detalhes e práticas mais avançadas, clique aqui)
Madu estuda e pratica Yoga e Ayurveda (medicina natural indiana) e ajuda a organizar o Yoga pela Paz, um evento sem fins lucrativos que pretende juntar o máximo de pessoas possível em uma meditação coletiva no dia 15 de agosto no Parque do Ibirapuera. A programação do evento desse ano terá muitas atividades relacionadas com saúde natural e integral, do dia 11 ao dia 14 de agosto. Confira mais no site www.yogapelapaz.org.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Por um Mundo Melhor – Bia Gaspar
Como humanos, somos mais marcados pela falta, pela ausência, pela rejeição e incompreensão, do que pela satisfação. A satisfação não gera desconforto e questionamento, mas fica como uma referência de uma sensação e lugar onde desejamos chegar. Até mesmo os excessos na criação são faltas, muitas vezes carências individuais depositadas nas crianças, falta de autoconfiança dos pais reproduzida em excesso de cuidados e precauções com os filhos.
É, em contrapartida, o sentimento de plenitude, de preenchimento, de abundância que nos torna maiores do que os desafios da vida, capazes de ultrapassar tormentas, tolerar preconceitos e injustiças, entendendo e respeitando nossas fragilidades e a dos outros, aceitando a dualidade e a incompletude das relações e experiências humanas. Tal sentimento, inerente a todos nós, se faz acessível por meio da meditação, da prática ritualística de asanas (posturas do Yoga), do canto de mantras, do estudo sobre o Ser. Não se trata de matéria decifrável apenas com o intelecto, mas sim de uma vivência integrada, onde a prática transcende a sala de aula e se traduz no cotidiano, transformando ciclos viciosos em ciclos virtuosos, sempre em movimento ascendente.
Bia Gaspar participará do Yoga pela Paz 2010
Cia. Athletica – SP
13 de agosto, das 13h às 14hs
Rua Kansas, 1.582 – Brooklin Paulista – São Paulo
Inscreva-se por telefone: (11) 5105-7000
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Por um Mundo Melhor - Analu Matsubara
A prática de posturas iogues sempre conciliou um olhar interno desperto, bem como a atenção ao ato de respirar. As grandes chaves que podem transformar a vida das pessoas são encontradas durante a prática pessoal, seja ela em grupo ou sozinho.
O entusiasmo que segue a esse despertar é a volta natural de cada um a relacionar-se com o que possui de melhor, buscando a própria individualidade e cooperando, dessa forma, para uma existência mais plena e significativa. O corpo e os órgãos, quando melhor reconhecidos, darão seguros indícios de quais são as formas mais libertas e belas de desfrutar a vida. Pratiquemos! Namaskar!
Analu Matsubara participará do Yoga pela Paz 2010Sesc Pompeia
14 de agosto as 12h30
Rua Clélia, 93 – Pompeia – São Paulo
Inscrições
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Muito Além da Visão
Nossas rotinas são muito exigentes para nossos olhos, passamos os dias com uma infinidade de luzes, luminosos e telas em nossa frente, usando todos os recursos imagináveis para chamar a atenção dos nossos olhos.
Uma rotina de saúde para esses órgãos e uma seleção melhor do que olhamos pode fazer muito por nossos corpos e mentes. A médica especializada em Ayurveda, dra. Maísa Misiara, e a terapeuta do método Self-Healing, Fernanda Ribeiro, juntaram essas duas terapias para o tratamento de problemas de visão.
1. Descreva a visão segundo o Ayurveda.
Para o Ayurveda, a boa saúde está diretamente relacionada à boa digestão. Além dos alimentos, da água e do ar que respiramos, ingerimos nossas percepções, sensações, sentimentos e pensamentos. Tudo isso precisa ser digerido e processado. O que não nos serve, deve ser descartado. Dentro dessa concepção médica, tudo é comida.
Comemos também com os olhos e, se não temos uma digestão visual adequada, nos intoxicamos e não vemos de forma apropriada.
2. Como nossa visão é afetada pelos hábitos modernos?
Somos seres visuais: computador, televisão, leitura, isso para falar apenas do estímulo direto e objetivo. Somos visuais também na imaginação e no pensamento. Literalmente comemos o mundo com os olhos e, geralmente, de forma ávida. Há um excesso de informação à disposição de mentes sobrecarregadas por milhões de tarefas concomitantes, carentes de finalização adequada. O resultado é uma “indigestão”, pois deixamos de perceber que é preciso um tempo para processar o alimento, assim como acontece com a comida. Nossa capacidade de apreciação se atrofia, restando apenas o suficiente para interagir com o mundo de maneira superficial. Tendemos a olhar sem realmente ver e comer sem degustar.
3. Como manter uma visão saudável?
Seguindo o método de Self-Healing, a boa visão obedece a alguns princípios básicos:
Relaxamento: a visão tem que ser fácil, não deve ser um ato de esforço.
Capacidade de observar detalhes: quanto mais detalhes percebemos, melhor é a qualidade da atenção despendida.
Capacidade de adaptação a diferentes intensidades de luz: nossa rotina muitas vezes nos obriga a passarmos a maior parte do dia dentro de recintos fechados, sem grande alternância de foco.
Equilíbrio entre visão central e periférica: vivemos excessivamente apoiados na visão central e pouco nos damos conta da periferia.
Equilíbrio no uso dos dois olhos (binocularidade): mesmo diante de um comprometimento em um dos olhos, é importante manter essa relação o mais fluente possível. Somos seres binoculares e é surpreendente observar como a visão geral melhora quando trabalhamos o olho comprometido.
Segundo o Ayurveda, é necessário em primeiro lugar cuidar do nosso fogo digestivo (agni). Logicamente deve ser realizada uma avaliação do seu biótipo ayurvédico (dosha) em desequilíbrio e dos hábitos a serem modificados, segundo a constituição energética.
4. Quais cuidados com a visão devem ter as pessoas que passam o dia na frente do computador?
Pessoas que trabalham no computador têm que fazer intervalos curtos e constantes – 5 minutos por hora, por exemplo. A cada dez minutos, é necessário tirar os olhos da tela do computador por 30 segundos para que o cristalino se aplaine. Os olhos descansam ao olhar longe. Se o trabalho no computador estiver difícil, chato, frustrante, faça pausas mais frequentes para exercícios visuais e vá para o sol quando for possível. O pescoço e ombros devem ser cuidados com rotações e automassagem.
5. O que é netra basti?
Também conhecido como aksh tarpan, netra basti é o “banho” dos olhos com manteiga clarificada medicada. Tem efeito de limpeza e nutrição. Tonifica os músculos oculares, relaxa-os, nutrindo os olhos e o nervo ótico.
6. Quais cuidados diários devemos ter com os olhos?
O Ayurveda sugere uma rotina diária com movimentos oculares de rotação, movimentos para cima, para baixo e para os lados, além de nutrição com ghee (manteiga clarificada). Se necessário, são indicados exercícios de Yoga para a visão.
O método Self-Healing indica também exercícios como sunning (banho de sol nos olhos fechados) e palming (relaxamento no escuro), como práticas diárias de higiene visual.
Fernanda Leite Ribeiro é optometrista e terapeuta do método Meir Schneider – Self-Healing, certificada pela School for Self-Healing (São Francisco, CA – EUA). Tem especialização em Terapia Visual e é hoje uma das instrutoras do curso avançado de visão, assim como do próprio Método Meir Schneider no Brasil. É membro do College of Syntonic Optometry e do Conselho da Associação Brasileira de Self-Healing.
Maísa Misiara é médica, graduada em 1982 pela Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba/SP. Especialização em Homeopatia pela Associação Médica Brasileira. Docente do Instituto de Cultura e Escola de Homeopatia desde 1990, do qual é também membra. Fez curso de especialização em Ayurveda no Suddha Dharma Mandalam International/Fundação Sri Vájera- Escola Yoga Brahma Vidya e curso avançado de Panchakarma e massagem ayurvédica na Academy of Ayurved, (Pune-Índia) em 2005.
Amor Orgânico
Todas as linhas de Yoga têm em comum a busca pela paz interior, a compaixão como prática e diretriz a se seguir. Algumas visões praticam para acordá-la, outras linhas praticam para edificar e expandir esta paz; sendo budistas, hindus, tântricos ou até mesmo de outras formas ecumênicas nas quais a aceitação do outro, do diferente, faz parte da base filosófica e da atitude perante a vida.
Muitas pessoas sentem dificuldade em silenciar a mente e despertar a consciência em suas vidas, pois foram programadas para serem racionais e competitivas ao extremo, se identificam apenas com o intelecto: ser feliz com a mente, “umbigo” ou com coração?
Ser racional no amor? Então vem a frustração... O universo que é quântico, curvo, espiralado e multifacetado, e muitos o vêm com uma mente reta e têm uma percepção superficial de tudo e de si mesmos, buscam a felicidade onde ela não está, competem consigo mesmos e com os outros.
O Yoga como união, paz, contentamento, pelo simples alinhamento entre pensar, falar e agir, são aspectos deste universo espiralado interligado e único, que só compreendemos quando reluzimos nossa verdadeira essência, multidimensional, que é o mais puro amor na essência, e se manifesta em bem-aventurança, compaixão e simplesmente paz.
Pedro Franco é professor de Yoga e dará aulas no Ciymam:
Siva Sutras & Nada Yoga com Pedro Franco e Krucis
21 de julho (quarta) das 19h30 às 21h30
Maha Sadhana com Pedro Franco
28 de julho (quarta) das 19h30 às 21h30
www.ciymam.com.br