sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Todo dia
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Prana Mudra
Gustavo Ponce é o criador do método Sattva Yoga, estuda e utiliza Yogaterapia, é a prova viva de que consciência pode levar à cura de qualquer doença. Para mais informações consulte www.sattvayoga.cl
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Yoga Dance
Saiba mais sobre Yoga Dance AQUI
Fernanda Cunha tem levado a prática do Yoga Dance e criado uma grande diversidade de práticas para diferentes populações nos EUA. Também oferece muitos workshops para todas as idades. Atualmente morando em São Paulo, ministra workshops por todo o Brasil sendo precursora da prática no Brasil. Em dezembro ministrará a primeira formação para professores de Yoga Dance no Brasil no centro de Yoga Montanha Encantada em Garopaba – SC. Para mais informações sobre seus programas e horários, visite: www.fernandacunhayoga.com
terça-feira, 31 de maio de 2011
5 Ritos Tibetanos
Parmatma Cris é hatha iogue e foi bailarina pela Royal Academy de Londres até a adolescência. Há 15 anos Cris se aprofunda no caminho do Yoga, dança, antropologia e meditação. Shakti yogini iniciada em diversas vertentes do Yoga, foi professora residente do ashram Parmarth Niketan, de Rishikesh (Índia), onde conduziu práticas de Hatha e Kundalini Yoga, Cinco Ritos Tibetanos e Advaita Vedanta sob a orientação da Yogacharia Sadhavi Adha Saraswati. Recebeu os ensinamentos de Kalachakra Lagutantra diretamente de SS o Dalai Lama após períodos de silêncio em retiros de Vipassana em Dharamsala. Há três anos residindo no Brasil, após ter se aprofundado nos conhecimentos e técnicas dos Cinco Ritos Tibetanos com monges, iogues, amigos e mestres na Tailândia, Índia, EUA e Europa, Parmatma Cris vem desenvolvendo uma linguagem única à prática dos Cinco Ritos Tibetanos e Vinyasa Flow.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Flow and Let Go
Veja um resumo das posturas e sequência de Yoga Nidra AQUI.
Leia mais sobre Yoga Nidra AQUI.
Diversidade no Yoga

Enquanto a prática do Yoga se torna cada vez mais popular pelo Brasil, os métodos que aparecem por aqui continuam se diversificando.
A cultura tibetana tem muito a oferecer para os iogues curiosos, que se alimentam da diversidade que a prática pode tomar. A prática dos Cinco Ritos Tibetanos pode complementar a prática regular de Hatha Yoga e oferecer novas ferramentas para a saúde do corpo e da mente.
Saiba mais nessa entrevista com a professora Parmatma Cris:
1. O que são e qual a origem da prática dos cinco ritos tibetanos? Os cinco ritos tibetanos são cinco séries de kriyas-vinyasa realizadas a partir de cinco posturas de Yoga (asanas). Essas sequências são executadas em movimentos simples, equilibrando nossos sete centros de energia vital (chakras) e todo o sistema hormonal a partir do estímulo às glândulas pineal, pituitária, tireoide/paratireoide, timo, pâncreas, adrenais e gônadas.
Essa expansão do fluxo da energia vital se dá a partir da respiração, força geradora de cada movimento em cada exercício (kriya).
Essas sequências têm origem em um mosteiro no antigo Tibet. Embora não fossem guardadas como secretas, o difícil acesso geográfico as tornava inacessíveis à maioria das pessoas. Muitos passaram a acreditar que os conhecimentos capazes de retroceder o envelhecimento natural do corpo fossem uma lenda.
Tendo ouvido muito sobre esse lugar nos anos em que vivera na Índia, um coronel inglês, já aposentado, resolveu encontrar o monastério e viver com esses monges para aprender a antiga prática milenar de rejuvenescimento e expansão de vitalidade e saúde.
Após alguns anos no monastério, e tendo ele próprio se tornado um exemplo vivo do poder da prática dos ritos, o coronel inglês retornou ao ocidente, onde começou a compartilhar a prática hoje conhecida como os cinco ritos tibetanos.
2. O que são kryas? Quais são os kryas utilizados nessa prática? Um uso comum da palavra kriya denota ação, esforço ou movimento completo com um objetivo específico.
Na prática dos cinco ritos tibetanos, os kriyas são os cinco exercícios que executamos, os quais nos levam a um caminho de purificação e elevação através do não esforço, resultante da combinação entre respiração, movimento e atenção plena.
Os kriyas dos ritos tibetanos são sempre executadas sob o princípio de vinyasa, onde a respiração conduz cada movimento desde a postura da montanha, até os asanas de camelo, mesa, cachoro espreguiçando e cobra, em movimentos repetidos de 3 a 21 vezes, com integração em relaxamento profundo para absorção dos benefícios da prática.
3. Quais os benefícios dessa prática? A prática dos cinco ritos tibetanos restabelece expande a capacidade de manifestação de energia vital nos sete centros de energia, transmutando as energias densas que geram cansaço e estresse, gerando fortalecimento interior, muscular, alongamento, equilíbrio e leveza.
Uma vez que o corpo esteja com maior vitalidade, o apetite se torna mais leve, o sono mais profundo e aumento da conexão com a própria intuição. Processos criativos naturais também se abrem, já que há menos desgaste psicofísico com a busca de atingir o equilíbrio e encontrar a própria vitalidade.
4. Como ela complementa uma prática regular de Hatha Yoga? A sequência dos cinco ritos é uma prática curta, que pode ser executada tranquilamente em 20 ou 30 minutos, sejam quais forem as adaptações para quem sente dificuldade em um ou outro kriya durante o desenvolvimento da prática.
A prática contínua purifica todos os canais de energia vital, expandindo o seu fluxo pelo sistema endócrino de maneira direta e equilibrada, o corpo fica mais forte e mais leve e há mais espaço interno para poder absorver melhor os benefícios da prática do Hatha Yoga.
Cursos relacionados:
Aulão 5 Ritos Tibetanos
28 de maio, das 9:30 as 11:00
Local: Yoga Flow
Mais informações clique AQUI.
Parmatma Cris é hatha iogue e bailarina pela Royal Academy de Londres desde a adolescência. Há 15 anos Cris vem se aprofundando no caminho do Yoga, dança, antropologia e meditação. Shakti yogini iniciada em diversas vertentes do Yoga, foi professora residente do ashram Parmarth Niketan, de Rishikesh (Índia), onde conduziu práticas de Hatha e Kundalini Yoga, Cinco Ritos Tibetanos e Advaita Vedanta sob a orientação da Yogacharia, Sadhavi Adha Saraswati. Recebeu os ensinamentos de Kalachakra Lagutantra diretamente de SS o Dalai Lama após períodos de silêncio em retiros de Vipassana em Dharamsala. Há três anos residindo no Brasil, após ter se aprofundado nos conhecimentos e técnicas dos Cinco Ritos Tibetanos com monges, iogues, amigos e mestres na Tailândia, Índia, EUA e Europa, Parmatma Cris vem desenvolvendo uma linguagem única à prática dos Cinco Ritos Tibetanos.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Viajar, cruzar fronteiras e atravessar barreiras

Por Rosângela Castelari
Qual o real objetivo de ir tão longe; à Índia? Difícil responder de forma simplificada como: vou praticar Ashtanga Vinyasa Yoga. É isso também, mas não só isso.
Há quatro anos esse caminho se abriu na minha vida, e eu optei por aceita-lo, viajar para o outro lado do mundo e, renunciando a muitas coisas, decidi viver o Yoga.
Como prática diária e espiritual, sigo a disciplina do Ashtanga Vinyasa e esse sempre foi o objetivo inicial das minhas viagens: ir a Mysore, seguir a tradição do método, praticar onde toda essa história que me envolvi de corpo e alma começou. E assim foi durante três anos consecutivos, minha casa aqui, minha casa lá, afinal é assim que me sinto quando chego à Índia, em casa, mesmo com tudo tão diferente de todos os padrões ocidentais. Assim "despadronizar" deixou de ser um problema e faz parte da minha história.
Desprogramada
Programando a quarta viagem, fui em direção a um lugar muito especial, Tiruvannamalai, no Estado de Tamil Nadu. Por lá viveu Sri Ramana Maharishi, indiano que entrou em contato com seu estado de iluminação aos 16 anos de idade, e assim viveu na montanha sagrada Arunachala, representação de Shiva. Todo seu ensinamento se dá direcionado a uma só explicação: o Self, em que tudo faz parte da mesma coisa, não há separação alguma, nem começo nem fim, somente a essência. E para se voltar a ele, devemos sempre ter em mente o autoquestionamento: “Quem sou eu?”.
Quando cheguei por lá, não conhecia nada sobre Ramana, e, por obra do destino, fui “obrigada” por uma torção a ficar por lá. Foram dias de meditação e silêncio. Dessa forma, por meio da experiência, absorvi grande parte do conhecimento. Entrei em um estado profundo de meditação e felicidade dentro da caverna onde vivia o sábio Bhagavan.
Após a intensidade da experiência voltada para dentro em Tiruvannamalai, chegou o momento de partir, mudar de direção e seguir o coração rumo a Goa. Onde consegui retornar ao sadhana praticando Ashtanga Vinyasa com Rolf, aluno antigo de Sri K. Pattabhi Jois.
Unir os insights da primeira parte da viagem com este “novo agora” foi o maior ensinamento, pois a absorção do conhecimento só vem a nós com a prática. E não estou falando somente da abençoada prática dos asanas e pranayamas, essas são as ferramentas. Falo da prática do Yoga na vida, no dia a dia, pois percebo que quanto mais estamos presentes nos acontecimentos, maior a nossa responsabilidade em saber lidar com tudo que chega a nós.
E assim, mais uma vez com a escolha do destino, a história dessa viagem transformadora se fecha em um único ponto, talvez o mais importante de nossas vidas. O amor.
Aquela palavra que aprendemos desde cedo, mas não compreendemos o significado real de amar. Por pura confusão da mente, esquecemos da simplicidade de viver com amor.
Seguindo o coração sem muitos questionamentos podemos absorver o conhecimento transmitido por nossos mestres em qualquer lugar do mundo. Já que não existem fronteiras, obstáculos ou caminhos a percorrer. A felicidade já está, basta enxergá-la no coração com amor.
Rosangela Castellari pratica e dá aulas de Ashtanga Vinyasa Yoga em São Paulo, no Instituto Brasileiro de Naturologia www.institutodenaturologia.org.br e no BioNathus www.bionathus.com.br. E escreve no blog youaregiventofly.blogspot.com
quinta-feira, 24 de março de 2011
Vários métodos, mesmo objetivo

Por Maria Cury
Ilustração: Madu Cabral
Pratiquei Iyengar por seis anos, o que me trouxe consciência corporal, flexibilidade e alinhamento nos asanas, além das centenas de benefícios e mudanças que vão além do mat. Hoje uso esta base no Ashtanga Vinyasa Yoga da forma que sinto ser possível, pois são escolas diferentes e com metodologias diferentes. O que permanece em ambos os estilos é a forte sensação de presença quando estou no mat, um estado de união minha com o Ser Universal e com os milhares de praticantes que estão em algum lugar do mundo transpirando comigo.
Acredito que se o praticante tem interesse e energia para se dedicar à prática, e estudando com um bom professor, ele deve optar por um dos métodos. Sempre procurei zelar pela pureza da escola em que estava, ou seja, pratiquei seis anos só Iyengar Yoga. Há um ano e meio comecei a estudar o Ashtanga Vinyasa Yoga e então esta se tornou a minha prática diária e o que ensino aos meus alunos.
Entre métodos
Na minha experiência o Iyengar Yoga é uma prática incrível que proporciona forte mudança física, mental e espiritual. Trabalhamos bem com a precisão de cada ação, alinhamento e permanência nas posturas. Os pranayamas são executados à parte e em cada aula praticamos uma sequência de asanas diferente. Já o Ashtanga é apaixonante e, ao me ver, uma prática mais livre e interna.
O que mais gosto neste método é a constante presença do ujjayi, a respiração que me conecta profundamente com o Agora. Segundo ponto que aprecio: a repetição. Antes de ser professora, estudei um ano de medicina na Santa Casa de São Paulo. Tive um professor que dizia: "a gente só aprende com a repetição". É isso, repetir e praticar todos os dias por um longo tempo. E a terceira maravilha deste método é descrita em uma famosa frase de Pattabhi Jois, nosso querido Guruji: “Yoga é 99% prática e 1% teoria”.
Namastê
Conceitos na prática

Por Madu Cabral
O Ashtanga Vinyasa Yoga, por ser uma prática fisicamente intensa, pode fazer com que o praticante se esqueça dos verdadeiros conceitos e do objetivo da prática de Yoga: o autoconhecimento para alcançar a libertação.
Muitos passaram a procurar esse estilo de prática para suar, malhar e perder uns quilinhos. Realmente esses podem ser alguns dos efeitos da prática, mas quem para por aí está deixando de ter os maiores benefícios, os que realmente importam: mente tranquila, clareza de pensamento e libertação dos sofrimentos.
O professor e praticante de Ashtanga Vinyasa Yoga, Mário Reinert, explica na entrevista abaixo como manter a integridade de sua prática em acordo com os principais conceitos do Yoga.
1. Qual o principal objetivo da prática de Ashtanga? Como um estilo de Hatha Yoga, o objetivo é o mesmo, preparar para o Raja Yoga, ou seja, para um estado meditativo e libertador. Purificar o corpo físico e as nadis (canais energéticos) criando condições para um estado meditativo pleno e consequentemente a autorrealização (khayvalya) ou moksha (liberação).
Claro que isso é idealmente, quando transferimos isso para o ocidente com nosso estilo de vida voltado para fora e para velocidade, podemos dizer que as pessoas buscam o Yoga hoje principalmente por motivos ligados à estética e à saúde como um todo.
2. Qual a diferença entre esse estilo e outros do Hatha Yoga? Fica difícil generalizar tanto, mas creio que as principais diferenças são a utilização de bandhas (fechos de energia – mula, udhyana e jalandhara bandha), vinyasa (conexão da respiração com os movimentos) e ujjayi pranayama durante a prática de posturas, além das sequências fixas de posturas, da prática individual (estilo mysore) e da aplicação de ajustes pelo professor para levar o aluno a aprofundar-se nas posturas.
3. Por que essa prática é considerada a mais intensa de asanas? No Hatha Yoga em geral, assim como no Ashtanga, a prática de asanas tem grande importância, pois é ela que vai preparar para as outras instâncias mais sutis da prática. Por suas características explicadas acima, o praticante tem um avanço grande e rápido na prática física, transformando seu corpo com o calor e os ajustes e atingindo posturas que ele próprio julgava impossíveis de fazer.
Isso pode trazer grande satisfação e progresso para uma prática mais sutil e profunda de pranayamas e meditação, mas pode também reforçar o ego e desviar mais ainda do caminho, gerando arrogância e lesões.
4. Em sua opinião, por que pode haver tantas lesões? Como podemos evitá-las? Esta questão é bem delicada, para entender creio que temos que percorrer alguns pontos essenciais.
O que entendemos hoje por Ashtanga Vinyasa Yoga tem sido bastante alterado e foi se adaptando aos moldes do que se busca no ocidente como prática de Yoga. A busca de condicionamento físico e um corpo sarado tem prevalecido sobre os ideais a serem atingidos, a libertação dos condicionamentos da mente e atingir os estados supremos de consciência. Em sua essência, a prática de Yoga é uma prática de união com o Todo.
A prática física deveria ser vista apenas como um passo e jamais como fim.
Quando a busca se torna esse ideal físico, não há como evitar a competição que isso gera e pessoas querendo fazer mais do que o outro ou igual ao outro, tirando o foco de uma superação dos próprios limites para uma busca de quem é melhor. Com isso, chegamos a algo não muito diferente do que um esporte competitivo, onde as lesões são uma constante.
No momento em que existe competição na prática de Yoga e a superação não é a do o seu limite, mas o limite do outro, não há como impedir os machucados, pois ignoraremos nossos limites para atingir o objetivo. Por outro lado, se nos acomodamos e não ousamos ir além dos nossos medos, corremos o risco de ficarmos estagnados e não atingirmos as transformações que a prática pode proporcionar.
O segredo está sempre neste limiar, tão tênue e difícil de perceber.
Quando estamos deixando de fazer o que poderíamos pra permanecer no conforto? Quando estamos deixando de fazer por que nosso verdadeiro limite já foi atingido e precisamos nos proteger?
Gosto muito da citação de São Francisco de Assis:
“Senhor, dai-me forças para mudar o que pode ser mudado. A resignação para aceitar o que não pode ser mudado e a sabedoria para distinguir uma coisa da outra”. Se observarmos com atenção, passamos a vida tentando mudar o que deve ser aceito, aceitamos o que poderia ser mudado e com isso vem dor e sofrimento.
Ainda falando do nosso limiar, não podemos esquecer uma distinção fundamental entre dor e machucado. Precisamos nos tornar sensíveis para reconhecer esta diferença e isto só virá com a experiência e a prática de Yoga com autoestudo (svadiaya).
É por isso que o papel do professor é importante, pois seria dele a missão de poder observar este limiar e orientar no caminho quando fosse preciso. Mas para isso o professor tem que estar atento, presente e percorrendo o seu caminho com seriedade e compromisso.
Se o aluno vem em busca desta superação a qualquer custo e se o professor não tem conhecimento e compromisso para enxergar o que está acontecendo, o terreno para lesões e sofrimento será fértil.
Eu costumo dizer que a prática do Ashtanga pode ser um atalho para a transformação física, sem aqui falar em melhor ou pior, é apenas um caminho rápido e intenso e como tal, tem que ter mais cuidados, pois traz suas consequências.
Portanto, o ensino deve ser bem gradativo, uma pessoa em condições normais deveria levar anos pra finalizar a primeira série do Ashtanga, e o avanço nas posturas jamais pode ser confundido com fazer Yoga melhor, ou pior, pois Yoga pra valer é na vida e não no tapetinho. Além disso, temos que nos lembrar que no Ocidente nos sentamos em cadeiras e vamos ao banheiro em vasos-sanitários, portanto, ao contrário dos países asiáticos, não usamos nossos limites naturais do corpo em nosso dia a dia, isso demanda cuidados redobrados ao iniciar uma prática de Yoga, pois somos muito enrijecidos por nossos hábitos.
Se há um conselho que posso dar é:
Slowly, slowly you do (devagar, devagar você faz), como se diz na Índia.
Mário Reinert é praticante e professor de Ashtanga Vinyasa Yoga e dará um retiro na páscoa no Patrimonio do Matutu: http://www.astanganamaskara.com.br/matutu/
Site: www.namaskara.com.br
e-mail: marioreinert@namaskara.com.br
fone: 11 5543 0016
IMERSÃO EM ASHTANGA E IYENGAR YOGA NA PÁSCOA
Ashtanga e Iyengar Yoga no Vale do Matutu - Sul de MG
Pranayamas, Kryias Meditação.
Participe! Opções de 5 ou 10 dias - Desconto entre os dias 15 e 20.
http://www.namaskara.com.br/pascoa
quarta-feira, 23 de março de 2011
Massagem pós-Ashtanga Vinyasa

Por Puja Punita
Não há dúvidas de que a prática de Ashtanga Vinyasa Yoga traz muitos benefícios físicos para o corpo, mas também sabemos que é forte e exige preparo físico do praticante. É uma prática incrível para alinhar o corpo, mas não vejo em meus pacientes que praticam essa modalidade de Yoga o relaxamento muscular como parte dos benefícios.
Podemos citar alguns efeitos da prática em nossos músculos e articulações:
Pontos positivos:
– Mais mobilidade para a coluna.
– Melhora na circulação.
– Melhora no tônus muscular.
– Melhor respiração.
Pontos maléficos:
– Tensiona a parte superior corpo (costas, braços e pescoço).
– Exige demais de algumas articulações, como cotovelo, ombro, joelho.
– Comprime sacro.
– Exige muito da lombar.
– Alguns casos de frouxidão ligamentar (instabilidade na articulação) após anos de prática.
Complemento saudável
Receber massagem após a prática pode trazer ganhos enormes, ajuda a adquirir mais flexibilidade, principalmente para quem está começando ou ficou um tempo sem praticar.
A Yoga Massagem, em específico, tem um foco grande nas articulações, o que ajudar a abrir e alinhar o corpo para seu movimento natural. Com isso, a prática fica muito mais fácil e prazerosa.
A massagem também pode ser de grande ajuda na prevenção de lesões decorrentes da prática, trabalhando principalmente a musculatura que envolve as principais articulações, prevenindo a instabilidade na articulação.
Autoajuda
Receber massagem é mais eficiente para o relaxamento do praticante, mas a automassagem também pode ser bem eficiente. Seguem algumas dicas de massagem para as regiões mais trabalhadas na prática de Ashtanga Vinyasa:
Para pulso e mão
Espalhe um pouco de óleo vegetal com óleo essencial de alecrim ou hortelã-pimenta nos pulsos, mãos e cada dedo, massageando bem.
Para lombar e ciático
O ideal para esta massagem é ter uma bola tipo de tênis (não pode ser maior, mas pode ser mais macia).
Após a prática de Yoga, deitar de barriga para cima no próprio mat, dobrar os dois joelhos e erguer o quadril. Posicione a bola na lombar e pressione-a com seu corpo contra o chão. Onde sentir dor fique um pouco mais de tempo e, ao diminuir a dor nesse ponto sensível, siga para outro ponto da lombar.
Para pescoço e trapézio
Espalhe um pouco de óleo vegetal com óleo essencial de alecrim ou hortelã-pimenta no pescoço e trapézio.
Com as duas mãos ao mesmo tempo, massageie primeiro o pescoço com movimentos da nuca para baixo, depois partindo da cervical para frente e finalmente movimentos circulares.
No trapézio, fazer movimento de pinça e pressionando bem com a ponta dos dedos.
Puja Punita é terapeuta especializada em Yoga Massagem e dá cursos de formação de terapeutas. (11) 9601-8016, www.yogamassagem.com.br
Yoga pelo mundo
Por Tarik Van Prehn
Nasci no Brasil em 1975 e vivi no estado de São Paulo, envolvido pela Mata Atlântica, até 1988. Nesse mesmo ano meus pais foram convidados para trabalhar em Portugal, eu tinha 13 anos quando nos mudamos para Lisboa, da selva para um 9º andar foi um grande contraste, mas a minha paixão pelo surf me manteve "conectado" pelos anos seguintes. Comecei a praticar Yoga diariamente em 1994/95, com 19 anos. Minha avó materna e minha mãe foram sempre vegetarianas e minha avó viveu na Índia por dois anos antes de imigrar da Indonésia para o Brasil no final dos anos 40, foi através dela que conheci o Yoga. O Ashtanga Vinyasa eu só conheci em 1998, viajei para Mysore pela primeira vez em 2001 e voltei anualmente até 2008.
Ashtanga Yoga pelo mundo
Tem sido um grande privilégio poder compartilhar essa prática com tantas pessoas pelo mundo, às vezes me sinto como um "missionário" do Ashtanga Yoga, os convites vão surgindo e vou sendo "enviado" sem ter muito controle sobre os acontecimentos.
Mudam as culturas, mudam as pessoas, mudam os países, mas a prática é sempre a mesma, isso é muito bonito, há milhares de pessoas pelo mundo que diariamente, ao nascer do sol, praticam as mesmas sequências de movimentos, e a prática é transmitida através do toque e do silêncio. Em uma sala de aula há diferença na intensidade e no propósito, mesmo que o motivo não seja consciente, acho que posso afirmar com certa segurança e "experiência direta" que a maioria dos praticantes de Ashtanga quer simplesmente atingir um estado de paz e amor em suas vidas. Pode parecer um clichê, mas é verdade. É claro que se você perguntar para um praticante de Nova York ou de Oslo quais são os motivos, o de Nova York quer diminuir o estresse e o de Oslo quer ser mais flexível e resistente para praticar ski de fundo.
Os motivos conscientes que atraem as pessoas à prática do Yoga são principalmente (nem sempre) externos, as pessoas querem, antes de mais nada, colher os benefícios físicos e estéticos ou diminuir o estresse e o Ashtanga Yoga é sem dúvida um estilo que em pouco tempo vai te proporcionar um corpo forte, flexível e ligeiro e uma mente mais ou menos tranquila. O estado mental e de espírito vai depender principalmente da qualidade da respiração e em grande parte da qualidade e experiência e atitude do professor.
A influência que o meio ambiente tem sobre as pessoas é enorme e vivemos em tempo de grande confusão. Por centenas de anos os verdadeiros iogues se retiraram para as montanhas e grutas do Himalaia ou mantiveram um estilo de vida muito pacato e reservado. Diz-se que Krishnamacharia (mestre de Pattabhi Jois) viveu durante sete anos nas montanhas aprendendo Yoga com seu guru. Compilou, desenvolveu e influenciou mais de um sistema e os compartilhou com o mundo com a esperança de diminuir o sofrimento humano.
Hoje em dia, nós hatha iogues medimos desenvolvimento pessoal e espiritual com a proficiência física, quanto mais posturas, mais "avançado" é o iogue. Buscamos a imagem externa de perfeição ou então acumulamos uma enorme quantidade de conhecimento teórico, decoramos os textos clássicos, estudamos e pronunciamos corretamente o sânscrito etc. Estamos vivendo a era da exteriorização do Yoga, já se fala até do Yoga como um "mercado" ou um "negócio".
No que diz respeito à preservação da tradição, são poucas as pessoas realmente empenhadas nesse trabalho, principalmente quando comparamos o crescente número de estilos e praticantes no mundo, com seus produtos e marcas associadas.
Eu comparo o desenvolvimento do Yoga ocidental com os alimentos geneticamente modificados: bonitos por fora, mas sem nada por dentro, tendo como principal objetivo gerar produtos e capital, e os efeitos a longo prazo ninguém sabe realmente. Já existem muitos Yogas geneticamente modificados ou Yoga transgênicos, é normal encontrar sistemas muito populares criados por uma pessoa que estudou vários sistemas e misturou um pouco de cada um.
Pode até ser que os praticantes desses sistemas colham alguns benefícios, mas o fato é que quem os criou, normalmente não os praticou por tempo suficiente. Basta estudar o percurso dos seus criadores para perceber que os anos de prática de todos eles foram ou com BKS Iyengar ou com Sri K Pattabhi Jois ou Swamy Sivananda, ou então com alunos avançados desses mesmos mestres.
Pessoalmente, acho positivo que as pessoas pratiquem Yoga independentemente do estilo, também acredito que a comercialização do Yoga possa até ter uma função positiva, pois eventualmente, e se a busca for sincera, mais cedo ou mais tarde, nessa vida ou na próxima, qualquer estudante dedicado irá certamente manifestar em vida a paz e o amor que refletem a verdadeira natureza interior de cada um.
Hoje em dia tento colocar a minha relação com o Yoga em profundidade e em perspectiva: como vou manter a disciplina e a dedicação nos próximos 25 ou mais anos? No que diz respeito à prática tradicional do Ashtanga Vinyasa Yoga de Sri K Pattabhi Jois e pelo que tenho observado, há uma barreira entre os cinco e sete anos de dedicação diária para que o praticante consiga aceitar as suas limitações físicas e transcender as dimensões mais externas do corpo e do ego, para poder experimentar as dimensões mais internas da prática.
Há de fato um grande trabalho de limpeza e purificação do corpo e da mente para poder manifestar a paz e o amor que buscamos, e esse trabalho nem sempre ou quase nunca é prazeroso, como dizia Guruji: “No pain, no Yoga”.
Infelizmente muita gente desiste antes mesmo de ter sentido os benefícios internos. A dor física e psicológica infelizmente faz com que projetemos as nossas frustrações no Yoga, simplesmente por não termos atingido os nossos objetivos de forma rápida ou imediata. É o reflexo da sociedade de consumo e da geração fast-food.
O Yoga é uma tradição de centenas ou milhares de anos. Segundo Sharath, o asana é apenas o alicerce e o Yoga é o caminho para a Verdade. Em uma conferência em Mysore um aluno perguntou a Sharath por que existem seis séries, Sharath respondeu que quando não se encontra a autorrealização na primeira série, você tenta a segunda, se ainda não atingiu, tenta a terceira e assim por diante.
A maioria dos praticantes não vai atingir a autorrealização nessa vida, mas se não tentarmos, seguramente que não iremos. Como Guruji costumava dizer: “Yoga takes many life times, in this one not coming, next life time you take, no problem, you take one by one” (O Yoga leva muitas vidas, se não vier nessa vem na próxima vez, sem problemas, você leva passo a passo).
Eu ainda não desisti de tentar fazer com que as pessoas não desistam. E é essa energia que me faz continuar a viajar e inspirar as pessoas, sabendo claramente que o verdadeiro professor é a prática. Eu como meus companheiros, somos somente veículos ou canais de transmissão de uma arte que é muito maior do que todos nós. O que estou seguro é que há práticas boas e práticas difíceis, e vai ser assim até a última prática da minha vida, mas me sinto melhor quando pratico, e isso é o suficiente para continuar.
O Yoga é experiência direta e não passa por palavras bonitas nem por corpos perfeitos. Não há teoria, o conhecimento serve somente para "apontar" ou guiar o estudante em determinada direção, mas o caminho cada um tem de percorrer sozinho. O Yoga a gente sabe quando sente, e quem sente não desiste, mas para sentir-se são necessários anos de dedicação. Posso garantir que 100% das pessoas que mantêm uma prática regular e consistente por vários anos manifestam em suas vidas exatamente aquilo que desejam.
A grande aventura da vida é essa capacidade e total liberdade que temos de sermos livres para mudar e evoluir, temos essa oportunidade de purificar a nossa mente e intenção todos os dias, para manifestar e cocriar a nossa realidade. As coisas externas e os fatores externos são finitos, pode ser puro entretenimento manifestar esses "desejos" que trazem sem dúvida uma sensação de bem-estar ou servem como sinais que estamos no caminho certo. Mas o que conta realmente é o que se passa dentro, é a qualidade da energia interna que desenvolvemos por meio da prática, com mais ou menos coisas, mais ou menos dinheiro, com mais ou menos saúde, devemos nos perguntar: Estou em Paz?
Practice... Practice... All is coming... aqui... agora...
Tarik Van Prehn entre 2000 e 2003 deu aulas principalmente em Portugal, Espanha, Singapura, Malásia e Austrália. Entre 2004 e 2008 teve uma escola em Portugal ensinando principalmente em Lisboa. Nesse período também deu aulas no Brasil e no Havaí com seu grande amigo Matt Corigliano, companheiro de tapete e de ondas. Atualmente dá aulas principalmente na Noruega, Nova York, Espanha e Portugal e está de partida para a Tailândia para uma experiência de dois meses.

