Por Lygia Lima
A Califórnia se transformou em um dos principais locais de peregrinação para os iogues modernos que procuram práticas contemporâneas de Hatha Yoga. A diversidade de métodos atrai cada vez mais buscadores do equilíbrio e do autoconhecimento.
Tem para todos os gostos: além dos tradicionais Iyengar e Ashtanga Yoga, encontramos Bikram Yoga, Power Yoga, Anusara Yoga, AcroYoga, Kundalini Yoga, Bhakti Hatha Yoga, Happy Yoga e por aí vai. O roteiro, além de aulas, pode incluir uma programação diversificada de acordo com esse lifestyle, com massagens e visitas a spas, restaurantes de raw food (comida crua) – moda entre os iogues – e até uma balada também iogue: kirtan ou trance dance.
Para começar
Sugiro um período de 10 a 15 dias para essa viagem. É necessário um visto B2 (de turista) para os Estados Unidos. Na mala, roupas confortáveis, de acordo com o clima da época. Lembre-se que o mercado iogue americano de consumo é impressionante: livros, CDs, roupas, tapetinhos e gadgets. Caso fazer compras esteja no seu roteiro, reserve lugar na mala.
Para suar
Apesar de fundamentado nas tradições ancestrais do Hatha Yoga Indiano, o Power Yoga nasceu na Califórnia com o professor Byan Kest. Um dos mais populares professores de Santa Monica, Bryan tem suas aulas sempre lotadas – mais de 100 pessoas. Com uma prática vigorosa, muita permanência e sem música, a aula tem uma intensidade única.
Seu estúdio é o pioneiro em aulas com donation basis, onde o aluno paga o que puder, se puder. O pagamento é depositado, depois da aula, em uma caixinha que fica aberta: você deposita quanto quer e pega o troco que achar necessário.
Para saber mais, visite o site: www.poweryoga.com
Para relaxar
Para conseguir passar pela maratona de práticas – que pode chegar até três balanceadas por dia – aconselho os tratamentos relaxantes e revigorantes do Exhale Spa, que fica ao lado do estúdio do Bryan. O cardápio inclui, além de tratamentos tradicionais como shiatsu e reflexologia, massagens feitas a quatro mãos, tratamentos de desintoxicação, massagem crânio-sacral e tratamento para casais.
Para saber mais, acesse o site: www.exhalespa.com
Para passear
Costumo me hospedar em hotéis na área do Promenade, região central em Santa Monica – Venice, com lojas, cinemas, restaurantes e muitas opções de passeios a pé, coisa rara em Los Angeles. O píer de Santa Monica é o must para uma meditação no pôr do sol. Você pode até experimentar essa meditação nas alturas, em uma roda gigante de frente para o mar, um dos cartões postais da cidade dos anjos.
Lygia Lima estudou e foi assistente de Bryan Kest, fez algumas especializações com Shiva Rea, pratica Kundalini Yoga com Gurmuk e Happy Yoga com Steve Ross. Anualmente, compartilha essas fontes de conhecimento com seus alunos organizando viagens e roteiros para Los Angeles, a próxima está marcada para sair em 21 de julho e voltar em 31 de julho.
Para maiores informações:
lygialimayoga@terra.com.br
(11) 7959-2088
terça-feira, 11 de maio de 2010
Yoga para Crianças e Meio Ambiente
Por Adriana Vieira e Bruna Fogaça
Muito se fala sobre educação escolar, educação ambiental e, atualmente, em "Yoga na educação infantil". Que tal unirmos todas essas "educações" numa aula só?
No Yoga, buscamos sempre respeitar nossos limites, nos interiorizando e praticamos a não violência para conosco e com os outros. E a não violência à nossa mãe Terra, que nos fornece tudo o que temos, somos parte dessa natureza.
Respeitar a nós mesmos começa com o respeito aos animais e plantas, à água e com a utilização dos 3 "erres" da reciclagem: reduzir, reaproveitar e reciclar. Temos que nos preocupar e ensinar nossos pequenos desde cedo a pensarem melhor qual o lixo que eles irão produzir; pensar melhor antes mesmo de comprar algo, o que ingerimos e o que descartamos!
Observar a natureza é um grande aprendizado...
Os antigos indianos observaram e criaram os asanas (posturas do Yoga) imitando a própria mãe natureza: os animais, as árvores, os sons, então, nada mais propício do que fazer o mesmo ao ensinar nossas crianças!
Educando para o Futuro
Trabalhar ensinando Yoga para crianças é uma grande responsabilidade, pois é um período em que o corpo e cérebro estão em grande transformação e absorvendo todas as informações, sejam elas físicas ou psicológicas.
Durante as aulas, podemos conduzir as historinhas ligado-as ao meio ambiente, fazendo com que eles vivenciem as posturas e sintam-se em harmonia e união com a natureza.
Uma historinha pode se passar no fundo do mar, ou em um lago e assim vamos conduzindo os personagens e criando a história juntos, aos poucos, passo a passo, elaboramos algumas posturas, como o peixe, o golfinho, o crocodilo, o sapo etc. Num outro dia, em que vamos trabalhar mais estabilidade, equilíbrio, podemos fazer um passeio pelo céu, encontrando alguns pássaros, cegonhas, e até um avião, por que não? Mas sempre nos lembrando de falar sobre esses bichos, sobre o amor que temos por eles, sobre o respeito às diferenças e, assim, ensinamos também yamas e nyamas aos pequenos!
Ao final da aula, podemos enfatizar as posturas por meio de desenhos, mandalas, para que eles fixem os nomes e as posturas; então, giz de cera, lápis de cor, canetinhas, e até massinhas e colas coloridas são bem-vindos! Lembrando sempre de reciclar, economizar papéis, lápis, giz etc.
Deste modo, fazemos com que eles entrem em nosso mundo real e ao mesmo tempo natural, assim como entramos no mundo deles, claro, levando tudo isso até eles, numa linguagem clara, lúdica e divertida!
Adriana Vieira é instrutora de Yoga para crianças e Yoga pré-natal em Santos. Saiba mais: www.namaskaryoga.com.br.
Bruna Fogaça é engenheira de alimentos e permacultora em Jacareí - SP.
Muito se fala sobre educação escolar, educação ambiental e, atualmente, em "Yoga na educação infantil". Que tal unirmos todas essas "educações" numa aula só?
No Yoga, buscamos sempre respeitar nossos limites, nos interiorizando e praticamos a não violência para conosco e com os outros. E a não violência à nossa mãe Terra, que nos fornece tudo o que temos, somos parte dessa natureza.
Respeitar a nós mesmos começa com o respeito aos animais e plantas, à água e com a utilização dos 3 "erres" da reciclagem: reduzir, reaproveitar e reciclar. Temos que nos preocupar e ensinar nossos pequenos desde cedo a pensarem melhor qual o lixo que eles irão produzir; pensar melhor antes mesmo de comprar algo, o que ingerimos e o que descartamos!
Observar a natureza é um grande aprendizado...
Os antigos indianos observaram e criaram os asanas (posturas do Yoga) imitando a própria mãe natureza: os animais, as árvores, os sons, então, nada mais propício do que fazer o mesmo ao ensinar nossas crianças!
Educando para o Futuro
Trabalhar ensinando Yoga para crianças é uma grande responsabilidade, pois é um período em que o corpo e cérebro estão em grande transformação e absorvendo todas as informações, sejam elas físicas ou psicológicas.
Durante as aulas, podemos conduzir as historinhas ligado-as ao meio ambiente, fazendo com que eles vivenciem as posturas e sintam-se em harmonia e união com a natureza.
Uma historinha pode se passar no fundo do mar, ou em um lago e assim vamos conduzindo os personagens e criando a história juntos, aos poucos, passo a passo, elaboramos algumas posturas, como o peixe, o golfinho, o crocodilo, o sapo etc. Num outro dia, em que vamos trabalhar mais estabilidade, equilíbrio, podemos fazer um passeio pelo céu, encontrando alguns pássaros, cegonhas, e até um avião, por que não? Mas sempre nos lembrando de falar sobre esses bichos, sobre o amor que temos por eles, sobre o respeito às diferenças e, assim, ensinamos também yamas e nyamas aos pequenos!
Ao final da aula, podemos enfatizar as posturas por meio de desenhos, mandalas, para que eles fixem os nomes e as posturas; então, giz de cera, lápis de cor, canetinhas, e até massinhas e colas coloridas são bem-vindos! Lembrando sempre de reciclar, economizar papéis, lápis, giz etc.
Deste modo, fazemos com que eles entrem em nosso mundo real e ao mesmo tempo natural, assim como entramos no mundo deles, claro, levando tudo isso até eles, numa linguagem clara, lúdica e divertida!
Adriana Vieira é instrutora de Yoga para crianças e Yoga pré-natal em Santos. Saiba mais: www.namaskaryoga.com.br.
Bruna Fogaça é engenheira de alimentos e permacultora em Jacareí - SP.
Atenção Brincando: Yoga para Crianças entre Três e Sete Anos
Por Adriana Vieira
Quando o Yoga chegou ao Ocidente, muita gente o intitulou como um exercício físico apenas, mas a prática é muito mais que isso! Ela prepara a mente e o coração para o contato com nossa essência! Isso requer atenção. As aulas de Yoga para as crianças são bem diferentes das aulas para os adultos e mesmo entre elas, em cada idade, requerem uma aula diferente.
Crianças de três a quatro anos gostam de historinhas curtas, mantêm pouco tempo a concentração e não devem permanecer muito tempo nas posturas – principalmente nas que demandam equilíbrio. Eles gostam de ação, mudanças e novidades! Mas também gostam (e precisam) de rotinas, de métodos e de repetições para fixarem o aprendizado.
Dos cinco aos sete anos, as crianças gostam de conduzir, criar e dar continuidade às historinhas. Podem fazer posturas que exigem mais equilíbrio e força, com uma construção de asanas (posturas do Yoga) mais elaborados. Elas gostam de jogos cooperativos, mímicas, adivinhação, memória, estátua, seu mestre etc.
Então, precisamos respeitar as diferenças entre as idades, as questões motoras e ainda o desenvolvimento psíquico e físico de cada período. E o Yoga ensina justamente isso: respeitar cada um como seres únicos que somos, para que haja um desenvolvimento natural!
O Yoga é uma prática não competitiva, ajuda a melhorar a si mesmo, respeitando os limites e ampliando e enaltecendo os potenciais (sejam eles físicos ou psíquicos).
As crianças gostam muito de ação, de estímulos visuais e sonoros para poder manter o foco da atenção. E é assim que elas aprendem: brincando!
Leia também:
Hora de dormir – o Yoga pode ajudar a pôr seu filho na cama
Adriana Vieira, instrutora de Yoga e jornalista. Dá aulas para crianças no Colégio Jean Piaget, em Santos (SP). www.namaskaryoga.com.br
Quando o Yoga chegou ao Ocidente, muita gente o intitulou como um exercício físico apenas, mas a prática é muito mais que isso! Ela prepara a mente e o coração para o contato com nossa essência! Isso requer atenção. As aulas de Yoga para as crianças são bem diferentes das aulas para os adultos e mesmo entre elas, em cada idade, requerem uma aula diferente.
Crianças de três a quatro anos gostam de historinhas curtas, mantêm pouco tempo a concentração e não devem permanecer muito tempo nas posturas – principalmente nas que demandam equilíbrio. Eles gostam de ação, mudanças e novidades! Mas também gostam (e precisam) de rotinas, de métodos e de repetições para fixarem o aprendizado.
Dos cinco aos sete anos, as crianças gostam de conduzir, criar e dar continuidade às historinhas. Podem fazer posturas que exigem mais equilíbrio e força, com uma construção de asanas (posturas do Yoga) mais elaborados. Elas gostam de jogos cooperativos, mímicas, adivinhação, memória, estátua, seu mestre etc.
Então, precisamos respeitar as diferenças entre as idades, as questões motoras e ainda o desenvolvimento psíquico e físico de cada período. E o Yoga ensina justamente isso: respeitar cada um como seres únicos que somos, para que haja um desenvolvimento natural!
O Yoga é uma prática não competitiva, ajuda a melhorar a si mesmo, respeitando os limites e ampliando e enaltecendo os potenciais (sejam eles físicos ou psíquicos).
As crianças gostam muito de ação, de estímulos visuais e sonoros para poder manter o foco da atenção. E é assim que elas aprendem: brincando!
Leia também:
Hora de dormir – o Yoga pode ajudar a pôr seu filho na cama
Adriana Vieira, instrutora de Yoga e jornalista. Dá aulas para crianças no Colégio Jean Piaget, em Santos (SP). www.namaskaryoga.com.br
terça-feira, 4 de maio de 2010
Spanda: o Yoga da vibração – Parte I
Por Christopher Tompkins, MTS, MA, PhD (sânscrito)
De acordo com o cerne da filosofia tântrica do Spanda, a "vibração" da consciência divina se manifesta em todo o Universo, incluindo o corpo físico e sutil de todos os seres humanos. O tantra nos ensina que existe uma unicidade contínua entre nosso corpo físico, as atividades de nossa mente e emoções e todas as formas de consciência interna. Todas elas são formas de manifestação da fonte; apesar de todos sermos vibrações microcósmicas do todo, expressões em forma incorporada, dentro das dimensões ilusórias de tempo e espaço da consciência universal (Parama Shiva).
De acordo com os ensinamentos primários de Spanda - trabalho em língua caxemira do século IX conhecido como os "Ensinamentos sobre a vibração" - a vibração suprema (Spanda) unifica e inclui tudo que emergiu dela e devolve continuamente a totalidade manifesta de tudo que existe para a luz suprema da consciência.
A própria energia (Shakti) de consciência flui em expressões condensadas de si mesma em ondas de contração (nimesha) que reconhecemos como os constituintes do mundo a nossa volta, incluindo corpos, sentimentos e pensamentos. Quando Shakti busca ganhar expansão (unmesha) em seu potencial infinito, para identificar com níveis mais expansivos de consciência de si mesma por meio de nossa própria intenção, praticamos Yoga.
Spanda é comumente chamado de sphuratta, o "pulso cintilante" da Luz Suprema que tremula conscientemente em sua própria incandescência. Essa mesma vibração forma a totalidade de todos os seres. Desta maneira, o Spanda Universal vibra com graça todos os aspectos do sujeito. Mesmo os sentimentos e pensamentos "negativos" são parte de Spanda; quando se contrai (nimesha) em formas de pensamentos e sentimentos negativos, esses são usados como trampolim para mover a um estado expandido, desta forma completando a dança da vida. Mas a própria doutrina de Spanda é baseada no fato de que contração-expansão é a pulsação do divino.
Podemos apenas descobrir nós mesmos unificados com a fonte Universal quando equilibramos a ação entre ambos. Então a elevação (udyama) da consciência vem, no ponto imóvel (bindu), quando a respiração, o coração e a mente se tornam uma pulsação.
Levado para dentro, o yogi descobre que o mais delicado e poderoso fio de individualidade é absorvido pela infinita e vasta vibração (spanda) da consciência divina.
A recitação de mantras (especialmente 'om namah shivaya') e a meditação servem como um farol interno para iluminar o caminho pelas vibrações mais sutis da consciência interna, levando à experiência de parispanda, que a tradição chama de "pulsação de bem-aventurança da iluminação". É chamada de pulso extático que movimenta a quietude do absoluto. Observar conscientemente esse pulso interno promove experiências cada vez mais profundas de absorção meditativa até que a experiência de qualquer tipo de limitação seja quebrada para sempre.
Christopher Tompkins é praticante de Yoga desde os 14 anos e erudito em sânscrito. Possui três diplomas em religião e sânscrito, incluindo Master’s Degree em Harvard e UC Berkeley. Completará seu PhD na UC Berkeley em maio de 2010 acerca das Origens Tântricas do Hatha Yoga, ideia que surgiu de sua coleção de centenas de manuscritos tântricos. Chris participará do Yoga pela Paz 2010 e do II Congresso de Yoga e Ayurveda
www.yogasthana.org, www.shaivayoga.com.
De acordo com o cerne da filosofia tântrica do Spanda, a "vibração" da consciência divina se manifesta em todo o Universo, incluindo o corpo físico e sutil de todos os seres humanos. O tantra nos ensina que existe uma unicidade contínua entre nosso corpo físico, as atividades de nossa mente e emoções e todas as formas de consciência interna. Todas elas são formas de manifestação da fonte; apesar de todos sermos vibrações microcósmicas do todo, expressões em forma incorporada, dentro das dimensões ilusórias de tempo e espaço da consciência universal (Parama Shiva).
De acordo com os ensinamentos primários de Spanda - trabalho em língua caxemira do século IX conhecido como os "Ensinamentos sobre a vibração" - a vibração suprema (Spanda) unifica e inclui tudo que emergiu dela e devolve continuamente a totalidade manifesta de tudo que existe para a luz suprema da consciência.
A própria energia (Shakti) de consciência flui em expressões condensadas de si mesma em ondas de contração (nimesha) que reconhecemos como os constituintes do mundo a nossa volta, incluindo corpos, sentimentos e pensamentos. Quando Shakti busca ganhar expansão (unmesha) em seu potencial infinito, para identificar com níveis mais expansivos de consciência de si mesma por meio de nossa própria intenção, praticamos Yoga.
Spanda é comumente chamado de sphuratta, o "pulso cintilante" da Luz Suprema que tremula conscientemente em sua própria incandescência. Essa mesma vibração forma a totalidade de todos os seres. Desta maneira, o Spanda Universal vibra com graça todos os aspectos do sujeito. Mesmo os sentimentos e pensamentos "negativos" são parte de Spanda; quando se contrai (nimesha) em formas de pensamentos e sentimentos negativos, esses são usados como trampolim para mover a um estado expandido, desta forma completando a dança da vida. Mas a própria doutrina de Spanda é baseada no fato de que contração-expansão é a pulsação do divino.
Podemos apenas descobrir nós mesmos unificados com a fonte Universal quando equilibramos a ação entre ambos. Então a elevação (udyama) da consciência vem, no ponto imóvel (bindu), quando a respiração, o coração e a mente se tornam uma pulsação.
Levado para dentro, o yogi descobre que o mais delicado e poderoso fio de individualidade é absorvido pela infinita e vasta vibração (spanda) da consciência divina.
A recitação de mantras (especialmente 'om namah shivaya') e a meditação servem como um farol interno para iluminar o caminho pelas vibrações mais sutis da consciência interna, levando à experiência de parispanda, que a tradição chama de "pulsação de bem-aventurança da iluminação". É chamada de pulso extático que movimenta a quietude do absoluto. Observar conscientemente esse pulso interno promove experiências cada vez mais profundas de absorção meditativa até que a experiência de qualquer tipo de limitação seja quebrada para sempre.
Christopher Tompkins é praticante de Yoga desde os 14 anos e erudito em sânscrito. Possui três diplomas em religião e sânscrito, incluindo Master’s Degree em Harvard e UC Berkeley. Completará seu PhD na UC Berkeley em maio de 2010 acerca das Origens Tântricas do Hatha Yoga, ideia que surgiu de sua coleção de centenas de manuscritos tântricos. Chris participará do Yoga pela Paz 2010 e do II Congresso de Yoga e Ayurveda
www.yogasthana.org, www.shaivayoga.com.
Poder Feminino
Por Maíra Duarte
Shakti Prana é a energia que permeia os dois chakras inferiores localizados perto do períneo e do sacro. É a força vital do organismo e protege os órgãos do sistema reprodutor e, em especial, a energia feminina primordial contida em nossos genitais, útero e abdome. Também nos confere o poder de criar a vida, mover energia e curar a nós mesmas. Segundo ensinamentos védicos, o útero tem a função de guardar e nutrir os poderes de cura contidos dentro das mulheres. A ingestão de pílulas, hormônios, antibióticos, químicos e agrotóxicos desequilibra os ritmos internos do corpo, prejudicando a perfeita fluidez de shakti prana, gerando desequilíbrio hormonal e doenças.
Postura para ativar o shakti prana
Deite-se de barriga para cima em um local confortável e silencioso. As orientações védicas recomendam que a cabeça esteja voltada para o leste, porém se isso não for possível não é impedimento para a realização da postura. Una as solas dos pés deixando que os joelhos dobrem e caiam naturalmente para as laterais do corpo aumentando o alongamento da articulação coxofemoral. Não force, permita que o peso das pernas conduza o alongamento até o limite do corpo. Respire profundamente.
Na respiração, a primeira parte que infla com a entrada do ar é o baixo ventre, em seguida o abdome. Na expiração, o que retrai primeiro é o abdome, depois o baixo ventre. Mantenha-se nessa postura por 5 minutos, desde que não haja desconforto. Com o tempo de prática a postura aliada à respiração se tornará confortável e você poderá permanecer o tempo que considerar necessário.
Dica: se de alguma forma estiver desconfortável o alongamento da virilha, apoie sob os joelhos dois cobertores, um de cada lado para que o relaxamento seja completo.
Yoni mudra – selo do útero
Coloque uma mão ao lado da outra com as palmas voltadas para seu rosto e olhe para elas. Entrelace os dedos mínimos e una as pontas dos anulares formando um triângulo. Com o indicador direito segure a ponta do dedo médio esquerdo (por trás do triângulo) e faça o mesmo com o indicador esquerdo. Encoste as pontas dos polegares nas bases dos dedos médios.
Caso seus dedos tenham pouca flexibilidade ou estejam enrijecidos, você pode ter dificuldade na execução do mudra. Após a primeira semana de prática diária, o desconforto dará lugar a uma sensação de satisfação e proporcionará aumento de circulação de prana na região do útero, fortalecendo o e preparando-o para o momento do parto.
Leia também:
Exercícios de respiração para grávidas.
Prática de Yoga para grávidas.
A gravidez segundo o Ayurveda.
Maíra é terapeuta ayurvédica formada pela Escola Yoga Brahma Vidyalaya e no Curso Avançado de Ayurveda pela Academia Internacional de Ayurveda, na Índia. Especializou-se nos cuidados ayurvédicos com a gestante (Perfect Pregnancy Program). Doula formada pelo Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa) e pela ONG Amigas do Parto, Maíra realiza acompanhamento de gestantes durante a gravidez, trabalho de parto e pós-parto. mairaduarte@gmail.com, (11) 8415-8222.
Shakti Prana é a energia que permeia os dois chakras inferiores localizados perto do períneo e do sacro. É a força vital do organismo e protege os órgãos do sistema reprodutor e, em especial, a energia feminina primordial contida em nossos genitais, útero e abdome. Também nos confere o poder de criar a vida, mover energia e curar a nós mesmas. Segundo ensinamentos védicos, o útero tem a função de guardar e nutrir os poderes de cura contidos dentro das mulheres. A ingestão de pílulas, hormônios, antibióticos, químicos e agrotóxicos desequilibra os ritmos internos do corpo, prejudicando a perfeita fluidez de shakti prana, gerando desequilíbrio hormonal e doenças.
Postura para ativar o shakti prana
Deite-se de barriga para cima em um local confortável e silencioso. As orientações védicas recomendam que a cabeça esteja voltada para o leste, porém se isso não for possível não é impedimento para a realização da postura. Una as solas dos pés deixando que os joelhos dobrem e caiam naturalmente para as laterais do corpo aumentando o alongamento da articulação coxofemoral. Não force, permita que o peso das pernas conduza o alongamento até o limite do corpo. Respire profundamente.
Na respiração, a primeira parte que infla com a entrada do ar é o baixo ventre, em seguida o abdome. Na expiração, o que retrai primeiro é o abdome, depois o baixo ventre. Mantenha-se nessa postura por 5 minutos, desde que não haja desconforto. Com o tempo de prática a postura aliada à respiração se tornará confortável e você poderá permanecer o tempo que considerar necessário.
Dica: se de alguma forma estiver desconfortável o alongamento da virilha, apoie sob os joelhos dois cobertores, um de cada lado para que o relaxamento seja completo.
Yoni mudra – selo do útero
Coloque uma mão ao lado da outra com as palmas voltadas para seu rosto e olhe para elas. Entrelace os dedos mínimos e una as pontas dos anulares formando um triângulo. Com o indicador direito segure a ponta do dedo médio esquerdo (por trás do triângulo) e faça o mesmo com o indicador esquerdo. Encoste as pontas dos polegares nas bases dos dedos médios.
Caso seus dedos tenham pouca flexibilidade ou estejam enrijecidos, você pode ter dificuldade na execução do mudra. Após a primeira semana de prática diária, o desconforto dará lugar a uma sensação de satisfação e proporcionará aumento de circulação de prana na região do útero, fortalecendo o e preparando-o para o momento do parto.
Leia também:
Exercícios de respiração para grávidas.
Prática de Yoga para grávidas.
A gravidez segundo o Ayurveda.
Maíra é terapeuta ayurvédica formada pela Escola Yoga Brahma Vidyalaya e no Curso Avançado de Ayurveda pela Academia Internacional de Ayurveda, na Índia. Especializou-se nos cuidados ayurvédicos com a gestante (Perfect Pregnancy Program). Doula formada pelo Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa) e pela ONG Amigas do Parto, Maíra realiza acompanhamento de gestantes durante a gravidez, trabalho de parto e pós-parto. mairaduarte@gmail.com, (11) 8415-8222.
Ferramentas para sua Prática
Por Núbia Teixeira
O Yoga tem formas de aumentar e direcionar a energia do nosso corpo para otimizar os resultados da prática. Essas ferramentas estão disponíveis em nosso próprio corpo a qualquer momento, dentro ou fora do nosso tapete de prática.
De acordo com a prática do Yoga, o caminho da respiração é dividido em quatro fases:
1) Puraka – inspiração.
2) Rechaka – expiração.
3) Kumbhaka ou antara kumbhaka – retenção com ar.
Retenção com ar deve ser evitada por pessoas com problemas do coração ou pressão arterial alta.
4) Shunyaka ou bahya kumbhaka – retenção sem ar.
Durante kumbhaka o corpo tem tempo para assimilar o prana (energia vital). Depois de sua inspiração, depois de trazer mais ar e prana para seu corpo, você pode direcionar essa energia para seu sistema de nadis (canais de energia vital do corpo). Com shunyaka o corpo se torna mais receptivo, vazio e limpo antes de receber o ar novamente.
Matra – significa parte, porção, é a unidade de contagem que estabelece o ritmo.
A respiração registra e reflete todas as variações das flutuações emocionais e mentais. Quando interferimos no ritmo inconsciente da respiração, podemos mudar nossos padrões de comportamento emocional e mental.
Os ritmos mais comuns são:
Um para inspiração e dois para expiração.
Um para inspiração, um para retenção com ar, dois para expiração e um para retenção sem ar.
Bandha – são fechos de energia ou selos que ajudam a ativar vários pontos energéticos no corpo. Ao contrair determinados músculos, nervos, órgãos e glândulas e levar nossa atenção a essas áreas, canalizamos energia para partes específicas e por todo o corpo.
Jalandhara bandha – você encontrará esse fecho tocando o queixo no centro da clavícula, sem tensionar os ombros. Esse bandha evita que a energia do sahasrara (chakra coronário) se mova para baixo e queime com o fogo digestivo. Jalandhara bandha também abre o fim da coluna cervical, permitindo que a energia se mova livremente da base da coluna até o topo da cabeça.
Uddiyana bandha – contração dos músculos abdominais, na área entre o umbigo e a pélvis. Isso promove uma massagem dos órgãos internos e desperta a energia do manipura chakra (localizado na parte baixa do abdome, representa o sol em nosso corpo).
Mula bandha – contração e elevação dos músculos do períneo (a área entre os genitais e o ânus). Estimula o sistema nervoso central e o muladhara chakra (chakra raiz) além de trazer estabilidade e conexão com a terra.
Quando esses três bandhas são feitos ao mesmo tempo, recebem o nome de bandha traya.
O jalandhara bandha movimenta o prana do coração em direção ao abdome, enquanto o mula bandha com uddiyana bandha movimentam o apana (vento descendente do corpo, responsável pelas eliminações) para cima a partir do chakra raiz.
Jiva bandha ou kechari mudra – Pressão da ponta da língua no palato mole (parte mole do céu da boca). Essa ação promove uma massagem na glândula pituitária.
Drishti – Significa olhar fixamente, voltar a atenção para uma parte específica do corpo, fixando seus olhos e atenção neste ponto (ekragata). Essa técnica facilita a meditação.
Nasagra drishti – Olhar fixo na ponta do nariz.
Bhrumadhya drishti – Olhar fixo no ponto entre as sobrancelhas, ou ajna chakra, o ponto que abre a intuição e a concentração.
Todos esses elementos serão combinados de forma diferente para cada tipo de exercício respiratório e podem também ser usados na prática de asanas.
Local: Eco Village Piracanga
Data: 27/12/11 a 04/01/12
Infos: nubiacoruja@gmail.com
Respiração para equilíbrio dos hormônios por Márcia De Luca.
Nubia Teixeira começou a praticar Yoga aos 16 anos e passou os últimos 20 anos se dedicando às artes de cura, Bhakti Yoga (Yoga Devocional) e à dança clássica indiana conhecida como Odissi.
O Yoga tem formas de aumentar e direcionar a energia do nosso corpo para otimizar os resultados da prática. Essas ferramentas estão disponíveis em nosso próprio corpo a qualquer momento, dentro ou fora do nosso tapete de prática.
De acordo com a prática do Yoga, o caminho da respiração é dividido em quatro fases:
1) Puraka – inspiração.
2) Rechaka – expiração.
3) Kumbhaka ou antara kumbhaka – retenção com ar.
Retenção com ar deve ser evitada por pessoas com problemas do coração ou pressão arterial alta.
4) Shunyaka ou bahya kumbhaka – retenção sem ar.
Durante kumbhaka o corpo tem tempo para assimilar o prana (energia vital). Depois de sua inspiração, depois de trazer mais ar e prana para seu corpo, você pode direcionar essa energia para seu sistema de nadis (canais de energia vital do corpo). Com shunyaka o corpo se torna mais receptivo, vazio e limpo antes de receber o ar novamente.
Matra – significa parte, porção, é a unidade de contagem que estabelece o ritmo.
A respiração registra e reflete todas as variações das flutuações emocionais e mentais. Quando interferimos no ritmo inconsciente da respiração, podemos mudar nossos padrões de comportamento emocional e mental.
Os ritmos mais comuns são:
Um para inspiração e dois para expiração.
Um para inspiração, um para retenção com ar, dois para expiração e um para retenção sem ar.
Bandha – são fechos de energia ou selos que ajudam a ativar vários pontos energéticos no corpo. Ao contrair determinados músculos, nervos, órgãos e glândulas e levar nossa atenção a essas áreas, canalizamos energia para partes específicas e por todo o corpo.
Jalandhara bandha – você encontrará esse fecho tocando o queixo no centro da clavícula, sem tensionar os ombros. Esse bandha evita que a energia do sahasrara (chakra coronário) se mova para baixo e queime com o fogo digestivo. Jalandhara bandha também abre o fim da coluna cervical, permitindo que a energia se mova livremente da base da coluna até o topo da cabeça.
Uddiyana bandha – contração dos músculos abdominais, na área entre o umbigo e a pélvis. Isso promove uma massagem dos órgãos internos e desperta a energia do manipura chakra (localizado na parte baixa do abdome, representa o sol em nosso corpo).
Mula bandha – contração e elevação dos músculos do períneo (a área entre os genitais e o ânus). Estimula o sistema nervoso central e o muladhara chakra (chakra raiz) além de trazer estabilidade e conexão com a terra.
Quando esses três bandhas são feitos ao mesmo tempo, recebem o nome de bandha traya.
O jalandhara bandha movimenta o prana do coração em direção ao abdome, enquanto o mula bandha com uddiyana bandha movimentam o apana (vento descendente do corpo, responsável pelas eliminações) para cima a partir do chakra raiz.
Jiva bandha ou kechari mudra – Pressão da ponta da língua no palato mole (parte mole do céu da boca). Essa ação promove uma massagem na glândula pituitária.
Drishti – Significa olhar fixamente, voltar a atenção para uma parte específica do corpo, fixando seus olhos e atenção neste ponto (ekragata). Essa técnica facilita a meditação.
Nasagra drishti – Olhar fixo na ponta do nariz.
Bhrumadhya drishti – Olhar fixo no ponto entre as sobrancelhas, ou ajna chakra, o ponto que abre a intuição e a concentração.
Todos esses elementos serão combinados de forma diferente para cada tipo de exercício respiratório e podem também ser usados na prática de asanas.
"Não existe asana como siddhasana, não existe força como a que kumbhaka promove, não existe uma mudra como kechari mudra, e não existe dissolução como nada (som primordial)" Shiva Samhita
Curso Relacionado:
Bhakti Bliss na Bahia, com Jai Uttal, Nubia Teixeira e Daniel PaulLocal: Eco Village Piracanga
Data: 27/12/11 a 04/01/12
Infos: nubiacoruja@gmail.com
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Exercícios de respiração por Gustavo Ponce: parte 1 e parte 2.Respiração para equilíbrio dos hormônios por Márcia De Luca.
Nubia Teixeira começou a praticar Yoga aos 16 anos e passou os últimos 20 anos se dedicando às artes de cura, Bhakti Yoga (Yoga Devocional) e à dança clássica indiana conhecida como Odissi.
Devi Yoga
A professora Marlei Caroli desenvolveu uma prática direcionada às mulheres e para o resgate da feminilidade, ofuscada pelos vários papéis que a mulher de hoje tem que representar.
1. Como é o devi yoga (intenção e estrutura da aula)?
É uma prática leve e moderada de Hatha Yoga, com descansos entre as posturas, permitindo o equilíbrio entre atividade e repouso.
A prática de asanas (posturas do Yoga) e pranayamas (exercícios respiratórios) é baseada no conhecimento da anatomia visível e energética do corpo, movimentando a energia vital purificadora e restauradora.
A meditação, também presente em toda aula, é um momento para vivenciar níveis mais silenciosos e profundos da mente, um aspecto relevante para integrar corpo, mente e espírito. Criando um ambiente interior puro, um espaço sagrado, limpando a mente e as intenções.
2. Como os hábitos de hoje impactam a feminilidade?
Afastando-nos da nossa verdadeira natureza, seja ela feminina ou masculina!
O Devi Yoga aproxima cada um, aos poucos, do seu verdadeiro ser. Não entra em conflito com os sentimentos religiosos e a cada aula o corpo se torna um espaço mais sagrado onde a vida se manifesta.
Alguns outros benefícios da prática:
. retarda o envelhecimento celular;
. estabiliza a produção hormonal;
. reduz a perda muscular;
. alivia dores provocadas por desalinhamentos posturais;
. equilibra o processo digestivo e recupera a tonicidade intestinal;
. recupera a leveza, segurança de movimentos e a flexibilidade;
. revigora o ritmo respiratório;
. melhora a oxigenação dos tecidos;
. suaviza sintomas de distúrbios cardiovasculares;
. torna o sono mais tranquilo;
. exercita a concentração e a memória.
3. Qual o impacto da perda da feminilidade?
Perdemos a suavidade, a segurança, o descanso, o primeiro passo do filho, a reunião da escola, o pedalar no parque, o abraço na hora da febre, o prazer na simplicidade, o Deus nas pequenas coisas.
Ganhamos insônia, síndrome do pânico, depressão, insatisfação, lares desfeitos, muitos papéis a representar, contas a pagar.
Devi Yoga nos devolve o paraíso perdido, o melhor de todos os mundos, o estar bem, o bem viver, o estar do lado de dentro!
4. Como a prática pode ajudar no resgate da feminilidade?
Ajudando-nos a agir de forma ativa e não reativa, com consciência, com presença, não apenas baseados nas influências do ambiente e pessoas.
Mas, na verdade, tudo que buscamos com o Devi Yoga já está dentro de nós! O amor já está! O Yoga já está! A alegria, o contentamento, a paz, o amor, a perfeição que nos permeia dando-nos vida, beleza, leveza e liberdade nas mais diversas formas.
A prática nos revela essa realidade dia após dia e, por entre nossas imperfeições, erros e aprendizados, resgatamos a bondade da "Grande Mãe", elegante e humana, encantada e encantadora, interessada e interessante.
Experimente a prática
Prepare o ambiente com música agradável e calma, perfume e luz suave.
- Sukhasana (postura fácil) – tornozelos cruzados, coluna ereta sustentando pescoço e cabeça, mãos relaxadas sobre as pernas – Busque o aquietamento observando o fluxo natural da respiração – 5 minutos. *O silêncio na mente revela paz interior.
- Bidalasana (respiração do gato) – em quatro apoios, com palmas das mãos abaixo dos ombros e joelhos abaixo dos quadris, ao inspirar eleve o peito olhando para frente e ao expirar curve a coluna olhando para o umbigo; repita por cinco respirações. *Ameniza cólicas, TPM e estimula a libido.
- Tadasana (postura da montanha) – em pé, alinhe-se dos pés à cabeça, ligando terra e céu através de seu corpo, mãos a frente do peito em gesto de prece. Ao inspirar eleve os braços e ao expirar desça os braços pelos lados do tronco. Cinco respirações. *Estimula a concentração, equilíbrio e o fluir da energia.
- Utanasana (postura do alongamento intenso) – ao expirar, dobre suavemente os joelhos e solte o tronco, tocando os dedos das mãos no chão. Três respirações. *Minimiza o estresse, relaxando as costas, ombros, pescoço e a cabeça.
- Bujangasana (postura da cobra) – deite-se com o umbigo no chão, pernas esticadas para trás e os cotovelos abaixo dos ombros, antebraços e mão no chão. Eleve o peito e empurre a cabeça para trás sem dobrar a cervical. Permaneça cinco respirações. *Atua nos ovários e útero.
- Sukhasana (com torção suave) – tornozelos cruzados, coluna ereta, coloque a mão direita atrás do tronco, a esquerda sobre o joelho direito e torça para o lado direito olhando por cima do ombro, cinco respirações. Repita para o lado esquerdo. *Combate a prisão de ventre, massageia fígado, rins, baço e pâncreas.
- Viparita karani (postura das pernas contra a parede) – deite-se de costas no chão com uma almofada amparando a porção lombar da coluna, braços ao longo do tronco e palmas das mãos para cima. Apoie as pernas na parede a 90 graus. Permaneça por dez respirações. *Estimula as funções ovarianas e reduz ansiedade e estresse.
- Shavasana (postura do cadáver) – deite-se e relaxe por 10 minutos com respiração suave e natural.*Renovação total, rejuvenescimento, harmonização da energia.
OMMMMMM - Namaste!
Marlei Caroli dará aula no Yoga pela Paz 2010, dedica-se ao estudo das filosofias do oriente, em particular o Yoga, hinduísmo e budismo. Formada instrutora de Yoga no curso de pós-graduação da FMU-SP e Kaivalyadhama Yoga Institute – Lonavla (Índia) participou de vivências meditativas e yógicas em ashrams e monastérios. Utiliza várias fontes de conhecimento, abordagens tradicionais e contemporâneas em seu trabalho de equilíbrio integral. Influências que resultam numa linguagem afinada com corpo, mente e espírito; um olhar amoroso onde os opostos se complementam, criando uma proposta de estilo de vida que traduz seu ideal: liberdade!
mahadevioga.blogspot.com
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Tel. 55 11 5182 8310
Cel. 55 11 6729 3219
1. Como é o devi yoga (intenção e estrutura da aula)?
É uma prática leve e moderada de Hatha Yoga, com descansos entre as posturas, permitindo o equilíbrio entre atividade e repouso.
A prática de asanas (posturas do Yoga) e pranayamas (exercícios respiratórios) é baseada no conhecimento da anatomia visível e energética do corpo, movimentando a energia vital purificadora e restauradora.
A meditação, também presente em toda aula, é um momento para vivenciar níveis mais silenciosos e profundos da mente, um aspecto relevante para integrar corpo, mente e espírito. Criando um ambiente interior puro, um espaço sagrado, limpando a mente e as intenções.
2. Como os hábitos de hoje impactam a feminilidade?
Afastando-nos da nossa verdadeira natureza, seja ela feminina ou masculina!
O Devi Yoga aproxima cada um, aos poucos, do seu verdadeiro ser. Não entra em conflito com os sentimentos religiosos e a cada aula o corpo se torna um espaço mais sagrado onde a vida se manifesta.
Alguns outros benefícios da prática:
. retarda o envelhecimento celular;
. estabiliza a produção hormonal;
. reduz a perda muscular;
. alivia dores provocadas por desalinhamentos posturais;
. equilibra o processo digestivo e recupera a tonicidade intestinal;
. recupera a leveza, segurança de movimentos e a flexibilidade;
. revigora o ritmo respiratório;
. melhora a oxigenação dos tecidos;
. suaviza sintomas de distúrbios cardiovasculares;
. torna o sono mais tranquilo;
. exercita a concentração e a memória.
3. Qual o impacto da perda da feminilidade?
Perdemos a suavidade, a segurança, o descanso, o primeiro passo do filho, a reunião da escola, o pedalar no parque, o abraço na hora da febre, o prazer na simplicidade, o Deus nas pequenas coisas.
Ganhamos insônia, síndrome do pânico, depressão, insatisfação, lares desfeitos, muitos papéis a representar, contas a pagar.
Devi Yoga nos devolve o paraíso perdido, o melhor de todos os mundos, o estar bem, o bem viver, o estar do lado de dentro!
4. Como a prática pode ajudar no resgate da feminilidade?
Ajudando-nos a agir de forma ativa e não reativa, com consciência, com presença, não apenas baseados nas influências do ambiente e pessoas.
Mas, na verdade, tudo que buscamos com o Devi Yoga já está dentro de nós! O amor já está! O Yoga já está! A alegria, o contentamento, a paz, o amor, a perfeição que nos permeia dando-nos vida, beleza, leveza e liberdade nas mais diversas formas.
A prática nos revela essa realidade dia após dia e, por entre nossas imperfeições, erros e aprendizados, resgatamos a bondade da "Grande Mãe", elegante e humana, encantada e encantadora, interessada e interessante.
Experimente a prática
Prepare o ambiente com música agradável e calma, perfume e luz suave.
- Sukhasana (postura fácil) – tornozelos cruzados, coluna ereta sustentando pescoço e cabeça, mãos relaxadas sobre as pernas – Busque o aquietamento observando o fluxo natural da respiração – 5 minutos. *O silêncio na mente revela paz interior.
- Bidalasana (respiração do gato) – em quatro apoios, com palmas das mãos abaixo dos ombros e joelhos abaixo dos quadris, ao inspirar eleve o peito olhando para frente e ao expirar curve a coluna olhando para o umbigo; repita por cinco respirações. *Ameniza cólicas, TPM e estimula a libido.
- Tadasana (postura da montanha) – em pé, alinhe-se dos pés à cabeça, ligando terra e céu através de seu corpo, mãos a frente do peito em gesto de prece. Ao inspirar eleve os braços e ao expirar desça os braços pelos lados do tronco. Cinco respirações. *Estimula a concentração, equilíbrio e o fluir da energia.
- Utanasana (postura do alongamento intenso) – ao expirar, dobre suavemente os joelhos e solte o tronco, tocando os dedos das mãos no chão. Três respirações. *Minimiza o estresse, relaxando as costas, ombros, pescoço e a cabeça.
- Bujangasana (postura da cobra) – deite-se com o umbigo no chão, pernas esticadas para trás e os cotovelos abaixo dos ombros, antebraços e mão no chão. Eleve o peito e empurre a cabeça para trás sem dobrar a cervical. Permaneça cinco respirações. *Atua nos ovários e útero.
- Sukhasana (com torção suave) – tornozelos cruzados, coluna ereta, coloque a mão direita atrás do tronco, a esquerda sobre o joelho direito e torça para o lado direito olhando por cima do ombro, cinco respirações. Repita para o lado esquerdo. *Combate a prisão de ventre, massageia fígado, rins, baço e pâncreas.
- Viparita karani (postura das pernas contra a parede) – deite-se de costas no chão com uma almofada amparando a porção lombar da coluna, braços ao longo do tronco e palmas das mãos para cima. Apoie as pernas na parede a 90 graus. Permaneça por dez respirações. *Estimula as funções ovarianas e reduz ansiedade e estresse.
- Shavasana (postura do cadáver) – deite-se e relaxe por 10 minutos com respiração suave e natural.*Renovação total, rejuvenescimento, harmonização da energia.
OMMMMMM - Namaste!
Marlei Caroli dará aula no Yoga pela Paz 2010, dedica-se ao estudo das filosofias do oriente, em particular o Yoga, hinduísmo e budismo. Formada instrutora de Yoga no curso de pós-graduação da FMU-SP e Kaivalyadhama Yoga Institute – Lonavla (Índia) participou de vivências meditativas e yógicas em ashrams e monastérios. Utiliza várias fontes de conhecimento, abordagens tradicionais e contemporâneas em seu trabalho de equilíbrio integral. Influências que resultam numa linguagem afinada com corpo, mente e espírito; um olhar amoroso onde os opostos se complementam, criando uma proposta de estilo de vida que traduz seu ideal: liberdade!
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