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segunda-feira, 14 de março de 2011

Yoga Tibetano


O Yoga Tibetano é mais uma tradição de práticas para saúde de corpo-mente-espírito que vem se espalhando pelo mundo. Os movimentos, apesar de parecerem diferentes, têm o mesmo objetivo das posturas do Hatha Yoga as quais estamos mais acostumados: a purificação dos canais de energia vital do corpo para remoção do que, no budismo tibetano, são conhecidos como os três venenos "raízes": ignorância, apego e raiva. Essas são consideradas, por essa tradição, como as causas de todos os sofrimentos, doenças e problemas da humanidade.


O Tsa Lung (cinco exercícios que trabalham a respiração com base nos cinco elementos) e o Trul Kor são séries de exercícios respiratórios e de movimentos praticados pelos monges e iogues tibetanos em seus longos retiros. São práticas que trabalham com os cinco elementos – terra, água, fogo, ar e espaço –, com os chacras (centros de energia vital do corpo) e com os canais de energia sutil do corpo. Essas práticas removem bloqueios físicos, mentais e energéticos, permitindo uma conexão com a sabedoria interna e o potencial para alcançar um estado mental desperto e ao mesmo tempo relaxado.


Cursos relacionados:

Despertando o corpo sagrado através da Yoga Tibetana, com Alejandro Chaoul-Reich Informações:

contato@bongaruda.org

(11) 3679-9747

Sesc Pompeia: (11) 3871-7700


Fontes:

http://www.bongaruda.org/

www.ligmincha.org

www.ligminchatexas.org


sexta-feira, 11 de março de 2011

O poder dos arquétipos


Trecho do livro Ayurveda Cultura de Bem-Viver, de Márcia De Luca

Um arquétipo existe como potencial e fica estagnado até que seja desencadeado por uma situação no ambiente ou no insconsciente do indivíduo. Pode também ser conscientemente desencadeado por meio da intenção.


A ativação de um arquétipo liberta estados de energia, informação e percepção que reestruturam os acontecimentos. Todas essas forças são movidas pelo infinito poder de organização do universo – que opera fora das leis de tempo, espaço e casualidade. Esse poder é o maestro da orquestra que rege a sincronicidade – as famosas coincidências que de acidentais não têm nada, pois são criadas por nós mesmos.


Detentores de todo o conhecimento védico, os grandes rishis, sábios indianos, eram também os principais guardiões do conhecimento e da memória sobre as lendas de Mahabharata - a Grande Índia.


Essas lendas ou mitos dão significado às nossas vidas, criam um padrão cultural, uma visão de idealismo a ser aspirado. Servem também como uma ponte entre aquilo que é e aquilo que será ou poderia ser, alimentam ansiedades coletivas, desejos coletivos e uma imaginação coletiva. Conhecendo os mitos, adquirimos ferramentas que nos propiciam enfrentar todas as situações e passagens de nossas vidas de maneira mais sábia.


Leia também:

Shiva - O Destuidor


Cursos relacionados:

Noções básicas de Ayurveda para prática de Yoga

Curso de AyurYoga e Yogaterapia


Márcia De Luca é praticante, estudante e professora de Yoga e Ayurveda, autora de diversos livros sobre o assunto e idealizadora do Ciymam – Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda.


quinta-feira, 10 de março de 2011

Por uma vida mais feliz

Por Marise Berg para o blog Ayurvedicamente
Foto: Thiago Calazans

Quando os tratados de Ayurveda foram elaborados, há aproximadamente 3.000 anos atrás, não havia luz elétrica, celular, computador, geladeira, etc. A vida era mais pacata e, mesmo assim, o estresse já existia, assim como os desequilíbrios físicos. O homem não mudou muito de lá pra cá e os sábios já deviam prever isso porque as dicas de rotina que eles nos ofereciam naquela época cabem perfeitamente na nossa rotina atual.

Os hábitos mudaram, mas, a nossa essência não. Temos que nos alimentar diariamente para nutrir o corpo, dormir para descansar a alma, respirar para nos conectar com Deus.
Aqui vão algumas dicas ayurvedicas para uma rotina prazerosa, saudável e feliz.

1. Uma boa noite de sono varia entre 6 e 8 horas, a partir das 22 h. Dormir durante o dia agrava a energia kapha e desfavorece o metabolismo;

2. Fazer uma oração ou agradecimento sincero ao acordar nos direciona para a positividade;

3. Um intestino saudável e eficiente deve funcionar diariamente ao despertar pela manhã. Beber 1 copo de água morna em jejum ou ½ copo antes de dormir (1 e ½ h após o jantar) pode ajudar a regular a evacuação;


4. A limpeza diária da língua com um raspador favorece o paladar. A limpeza dos seios da face e aplicação de óleo morno também favorece o paladar e o olfato, além de despertar e nutrir o cérebro;

5. A prática regular de exercícios regula o metabolismo e favorece a digestão, ao massagear naturalmente o abdômen.

6. A prática diária de auto-massagem com óleo morno fortalece e rejuvenesce o corpo (a pele, a circulação, o sistema nervoso, a musculatura, melhora o sono e a digestão);

7. Tomar sol durante 15 minutos pela manhã favorece a absorção de Cálcio (essencial ao sistema nervoso);


8. A prática regular de monodieta mantém o sistema digestivo desintoxicado (de acordo com o biótipo, com orientação terapêutica);


9. É preciso ouvir e respeitar os pedidos do corpo: comer ao sentir fome e dormir ao sentir sono;


10. Devemos alimentar a força de vontade por um estilo de vida ativo, não sedentário, prazeroso e feliz;


11. É possível seguir uma boa dieta de forma relaxada e gradativa. Ela nunca será perfeita, mas, pode ser nutritiva e prazerosa;


Marise Berg - Terapeuta Ayurvédica dedicada à prática da Alimentação Natural Ayurvédica e de Rasayana (rejuvenescimento). Formada pela Escola Yoga Brahma Vidyalaya – Fundação Sri Vájera e Ciymam (curso creditado pela International Academy of Ayurveda – Índia); com extensões em Rasayana (rejuvenescimento) pela Kerala Ayurvedic Chikitsalayam – Pune, Índia; em Ayurveda pela Vishwanath Panchakarma Centre – Rishikesh, Índia; e em Nutrição Ayurvédica pela International Academy of Ayurveda – Pune, Índia. Atualmente, cursa a graduação em Nutrição no Centro Integrado São Camilo, São Paulo.E-mail:mariseberg@hotmail.com Blog: www.ayurvedicamente.blogspot.com Tel.: (11) 8201-3647

Foto: Renata Kherlakian veste Be Yoga



segunda-feira, 7 de março de 2011

Prem Baba e Yoga pela Paz

O líder espiritual Prem Baba confirmou sua participação no Yoga pela Paz 2011. Nesse vídeo ele fala sobre a importância do evento do qual já participou em 2009.



sexta-feira, 4 de março de 2011

Os incríveis benefícios do óleo de coco


Por Tatiana Arrais

Foto: Huan Gomes


Leite de coco, picolé de coco, doce de coco, cocada, cuscuz doce, tapioca… A tradição culinária brasileira é cheia de usos do coco. Mas vocês já ouviram falar das propriedades do óleo dessa fruta?


O óleo de coco é obtido a partir da prensagem da carne do coco maduro, que pode ser fresco ou seco. É rico em substâncias antioxidantes e apresenta propriedades funcionais, conferindo diversos benefícios à saúde.


O óleo de coco pode auxiliar no emagrecimento devido ao seu efeito termogênico, que aumenta o gasto energético do organismo, além de causar saciedade. Auxilia também na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares.


Além de sua ingestão ser benéfica ao organismo, o óleo de coco também pode ser utilizado com finalidades cosméticas sem conservantes e/ou substâncias químicas alergênicas.


Garante o aporte de antioxidantes na pele, atua como excelente hidratante, promove melhora da elasticidade cutânea, confere à pele uma aparência mais jovem e sadia e reduz danos capilares em diversos tipos de cabelos. Pode ser massageado diretamente sobre a pele, diariamente, principalmente para peles mais secas. Seu uso também é sugerido para prevenção de estrias que ocorrem por conta da gestação.


De uma maneira geral, não possui contraindicações quando consumido em uma quantidade de 30-45 ml/dia (2 a 3 colheres de sopa). Recomenda-se começar seu consumo com uma pequena quantidade (equivalente a ½ colher de sopa) e ir aumentando o consumo gradualmente. O consumo excessivo pode levar a enjoo e mal-estar.


Pode também ser utilizado para finalizar pratos quentes. É o tipo ideal de óleo para dar sabor e aroma suaves a pratos como arroz e peixes.

Benefícios:

Queima calorias
Facilmente absorvida pelo organismo, a gordura do fruto é transformada em energia pelo fígado, elevando o processo conhecido como termogênese. Na prática, isso significa o aumento da produção de calor corporal. O resultado? Acelera a queima de calorias!


Tira a fome
O óleo de coco facilita a ação da insulina, hormônio responsável por controlar a quantidade de glicose no corpo. Assim, garante saciedade por mais tempo, ajuda na manutenção após a perda de peso e tira a vontade de comer doces e carboidratos.


Elimina a gordura

O alimento natural aumenta a função da glândula tireoide – responsável pela produção de hormônios que controlam o metabolismo, que é a velocidade com que o corpo queima gordura –, evitando desta forma o acúmulo de gordura no corpo. Entre outras doenças, o produto previne contra a obesidade.


Regula a função intestinal
O óleo de coco normaliza o funcionamento do intestino no caso de diarreia ou prisão de ventre.

Previne a osteoporose
Por ser uma gordura saturada, ele também auxilia na incorporação do cálcio na estrutura óssea.

Combate o envelhecimento
Rico em vitamina E e ácido gálico, diminui a produção de radicais livres, protegendo as células.

Protege o coração
Ao aumentar os níveis de HDL (colesterol bom) e baixar os de LDL (colesterol ruim), ajuda no combate a doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

Fortalece o organismo
Os ácidos trabalham para aumentar as defesas do corpo, evitando gripes, resfriados e herpes.

Tem ação cosmética
Você pode deixar seus cabelos e a pele do rosto e do corpo mais hidratados com o óleo de coco. Mas, para isso, não adianta ingeri-lo: no primeiro mês, aplique o produto na região escolhida três vezes por semana. Deixe descansar por 30 minutos e enxágue. No segundo mês, aplique o óleo só uma vez por semana.

Teoricamente, o óleo pode ser consumido por qualquer pessoa. Porém, o nutrólogo Mauro Lins recomenda alguns cuidados: "Vítimas de doenças crônicas (como quem tem dor de cabeça frequente) devem consultar um médico antes de ingerir o produto". O mesmo vale para quem sofre de distúrbios graves de aumento de colesterol ou esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).


Após trabalhar dez anos com marketing, Tatiana Arrais estava em busca de um propósito maior e se dedicou aos estudos da área holística. É terapeuta corporal holística, mestre em reiki, formada em renascimento (terapia da respiração), aura soma, cromoterapia, aromaterapia, cristais e bioenergética.

http://dicasterapeuticas.blogspot.com



quarta-feira, 2 de março de 2011

Noite de Shiva


Por Patrick van Lammeren


Mahashivaratri, ou “A Grande Noite de Shiva”, ocorre na 13ª noite da fase escura do mês de Phalgun, geralmente caindo em fevereiro ou março. Diversas histórias são atribuídas neste que é o festival mais importante dedicado a Shiva.

É dito que há milhares de anos, Devas (deuses) e Asuras (demônios), utilizando o rei das cobras Vasuki e a montanha Mandara, “bateram” o oceano de leite, em busca do amrta, o néctar da imortalidade. Diversos objetos estranhos surgiram do oceano antes do amrta; dentre eles, o terrível veneno halahala, que se espalhou por todo o universo, sufocando a todos.

Ninguém era capaz de lidar com tão terrível veneno, exceto Shiva, aquele que tudo consome. Ele bebeu o veneno, livrando todo o universo de seus efeitos; contudo, ele mesmo teve um grande esforço para digeri-lo. Durante toda a noite, os Devas permaneceram acordados, em jejum, concentrados em repetir o nome de Shiva, na esperança de que ele resistisse e eliminasse o veneno. Por fim, na manhã do dia seguinte, Shiva ergueu-se, evidenciando que havia sido bem-sucedido.

Todos os Devas comemoraram, saudando aquele que, desde então, ficou conhecido como Nilakantha, “aquele de pescoço azul”, uma vez que o veneno manchou sua garganta. Nesta grande noite, seus devotos reproduzem aquele evento, permanecendo em vigília, em jejum, cantando “Om Namah Shivaya”. Tradicionalmente, em diversas instituições, o canto é feito ininterruptamente por doze horas, sustentado pelos devotos que se revezam em turnos, pedindo a Shiva que elimine o maior de todos os venenos – a ignorância a respeito de si mesmo.


Texto relacionado:
Shiva, o Destruidor

Patrick van Lammeren é professor de simbolismo védico e estudante de Vedanta desde 2004, e faz parte da equipe do Centro de Estudos Vidya Mandir, dirigido pela professora Gloria Arieira.



terça-feira, 1 de março de 2011

Anga Bhanga Sadhana


Por Rosana Biondillo

Hoje, já sabemos que esporte não é saúde. Pelo menos, o esporte profissional considerado de alto rendimento. Todas as modalidades esportivas de competição exigem demais de seus atletas, tanto no domínio físico, quanto no emocional e no mental. E – por que não dizer? – no espiritual também: quem não se lembra de ter assistido cenas em que atletas se concentram e rezam poucos minutos antes de uma competição importante?


Imagine-se, agora, treinando pesado uma média de seis horas diárias, monitorado por uma equipe multidisciplinar dizendo o tempo todo o que você deve fazer e como deve fazer. Imagine-se longe da família e dos amigos por semanas consecutivas. E imagine também as cobranças por desempenhos perfeitos e vitoriosos, sempre. Porque, sem hipocrisia, o que importa de fato no esporte profissional de alto rendimento não é bem competir, mas ganhar.


A esmagadora maioria desses atletas tem problemas de ordem física, especialmente os articulares, devido ao fato de estarem constantemente ultrapassando seus limites. Eles exageram demais na dose. E não vou aqui mencionar os casos comprovados de utilização de diversos medicamentos, para que esses mesmos atletas possam "suportar" toda a hipercarga de exigências, que vão muitíssimo além do ordinário. Infelizmente, essa é uma realidade assustadoramente crescente.


No cenário profissional, a coisa não é animadora, mas e no amador? Como será que andam as coisas entre os chamados "atletas amadores"?


Eu diria que piores, bem piores. Isso porque os atletas profissionais são exatamente isso: profissionais. Eles são bem remunerados para correr todos os riscos em nome de sua profissão, além de serem, como já disse, orientados e supervisionados por outros profissionais. Os atletas profissionais sabem o que estão fazendo e por que o estão fazendo. Já os amadores, na esmagadora maioria das vezes, não conhecem o alcance do que fazem, pois são leigos, embora possam ser bem-intencionados.


Além disso, comumente não são orientados e muito menos supervisionados; em contrapartida, aventuram-se a orientar outros nas mesmas condições. Essa é uma triste realidade que ronda academias, clubes, associações desportivas e, pasmem, estúdios de Yoga. A busca desenfreada por supostos ideais de perfeição não deixa ninguém nem nada de fora.


Devo confessar aqui, que algumas vezes chega a me dar um pouco de aflição quando um aluno chega até mim para perguntar como é que fulano de tal consegue fazer aquela postura tão acrobática, tão maravilhosa, tão mais isso e aquilo, como se o Yoga fosse tão somente isso e aquilo. Aí eu paro, respiro, ao invés de me entristecer eu me enterneço, olho e digo que se for anatomicamente possível e ele quiser, também vai conseguir fazer a postura, com muita paciência e ao seu devido tempo. Momentos como esse são importantíssimos para elevar a prática de Yoga a outro patamar, mais sensível e mais amoroso, onde a competição deveria ficar para os esportes de alto rendimento profissionais.


Hoje em dia, é muito comum praticantes sofrerem lesões em aulas regulares de Yoga. No entusiasmo do momento e na inconsciente necessidade de superar limites, os praticantes se transformam em atletas amadores. Nesse processo, o Yoga se transforma no que Krishnamacharya denominou Anga Bhanga Sadhana, isto é, uma prática que é benéfica para uma coisa e prejudicial para outra, na mesma proporção.


Segundo Krishnamacharya, correr, por exemplo, é um Anga Bhanga Sadhana, pois é uma prática benéfica para os sistemas cardiovascular e respiratório, porém é prejudicial para ossos e articulações. Ele dizia que correr é para cavalos, não para seres humanos, especialmente quando se corre em pleno calor do meio-dia, em meio à poluição e aos perigos de uma grande metrópole como São Paulo, por exemplo. Nesse caso, os benefícios empatam com os malefícios, anulando a prática. Em muitos casos, os malefícios chegam a superar os benefícios, tornando a prática contraindicada. Do mesmo modo, sua prática de Yoga deve ser boa para você, trazendo-lhe benefícios significativos. Quase nunca o que é bom para os outros é bom para a gente. Incluindo, especialmente, nosso Yoga Sadhana.


Minha sugestão é que deixemos os problemas para os atletas profissionais e amadores que escolheram esse caminho. Vamos usar de inteligência para que nossa prática de Yoga também não se transforme num Anga Bhanga Sadhana.


Rosana é professora e pode ser encontrada aqui:

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