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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Óleos Vegetais

Por Marina Lito

O Ayurveda recomenda a utilização de óleos de sementes vegetais para a pele como uma forma de nutrição do corpo e equilíbrio da mente. Sua aplicação no corpo deve ser um hábito regular de saúde. Automassagem é uma prática simples que garante a saúde e beleza da pele, além de ser extremamente terapêutica

Vamos compartilhar a propriedade de cada óleo vegetal para que você possa escolher o ideal para você!

Cuidados na hora de comprar

  • Muitos dos óleos de massagem vendidos possuem óleos minerais que não são absorvidos pela pele, formando uma camada que fecha os poros, evitando a respiração da mesma. Verifique a composição antes de comprar o seu.

  • Os óleos vegetais devem ser prensados a frio para manterem as propriedades medicinais da planta! 
  • Escolha o óleo mais adequado para você! Segundo o Ayurveda, isso depende do seu biótipo (saiba mais AQUI). Com esse teste você pode descobrir o melhor óleo para te ajudar a voltar a um estado de equilíbrio.


Óleo de coco
Doce, refrescante, relativamente leve.
Indicado para (uso na pele): desequilíbrio pitta, por ter propriedades frias. Bom para queimaduras, inflamações, infecções por fungos, porque possui propriedades antissépticas.
O óleo de coco na culinária pode aumentar kapha! Deve ser então cozido com ervas que diminuem esse dosha, como a mostarda e o azeite!
Contraindicado: para desequilíbrio vata, por ser um óleo que esfria o corpo.

Óleo de mostarda
Amargo, picante, forte, morno.
Indicado para (uso na pele): doenças de kapha e vata aumentado, alivia a tensão e rigidez muscular, elimina toxinas, excelente para queda de cabelos.


Óleo de gergelim
É um óleo pesado, amargo, quente, adstringente, que agrava o pitta corporal.
Indicado para (uso na pele): doenças causadas por vata aumentado e kapha aumentado. Casos de inchaço, quadros de dor, alterações musculares, pele seca, envelhecimento precoce, promove a saúde das mamas e da pele, atua rejuvenescendo aumentando a virilidade e vitalidade.
Contraindicado: para desequilíbrio pitta, por ser um óleo quente.

Azeite de oliva
Levemente amargo, amornante.
Indicado para (uso na pele): kapha aumentado, utilizado em casos de reumatismo e artrite.
Misturas: podemos diminuir a sua viscosidade ao misturá-lo com óleo de gergelim, ou torná-lo menos quente ao adicionar óleos refrescantes como a rosa e o sândalo.

Óleo de amêndoa
Doce, pesado, quente.
Indicado para (uso na pele): desordens de kapha
Afirma-se no oriente que se este óleo for colocado no sol por 40 dias em um frasco de vidro cor de laranja, assume propriedades especiais, levando à alegria, dissolvendo ansiedades e purificando o sangue.

Outros óleos
Ghee: utilizado para massagem facial, pois elimina rugas. É excelente quando utilizado na comida para lubrificar as articulações.
Óleo de cravo: auxilia nos problemas dentários e nas micoses de unha.
Óleo de girassol: para pacificar pitta.
Óleo de sândalo: refrescante, auxilia na insônia e dores de cabeça.
Óleo de semente de uva: indicado para bronquite, reumatismo, alterações de pele.

Informações: Abra (Associação Brasileira de Ayurveda)

Marina é estudante e praticante de Yoga e Ayurveda há dois anos. Conheceu essas filosofias em uma viagem a Bali, onde "se encontrou" e resolveu fazer formação de Hatha Yoga e Vedanta na Índia. Hoje se dedica ao aprofundamento nos estudos e práticas.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Ciência da Vida


Por Mariana Mesquita

A medicina ayurvédica é parte da ciência védica que utiliza em seus tratamentos terapêuticos plantas medicinais, dieta, exercícios físicos, meditação, Yoga, astrologia hindu, massagem, aromaterapia, gemoterapia (tratamento com metais e gemas), cirurgia e psicologia. O ayurveda reconhece os tipos individuais e nos ajuda a entender nossas particularidades, nossas tendências.

Além de técnicas curativas, como massagens e medicamentos fitoterápicos, o tratamento ayurvédico baseia-se muito na alimentação. Mas o grande segredo deste conhecimento milenar é que todo o tratamento é indicado a partir da determinação do princípio metabólico que liga a mente e o corpo do paciente, que os indianos chamam de dosha (saiba mais).

Quando os doshas estão em equilíbrio, o resultado é uma saúde vibrante com preciosos níveis de energia. Mais quando este delicado equilíbrio é incomodado, o corpo se torna suscetível a estresses exteriores, como os vírus, as bactérias, um trabalho sobrecarregado, uma alimentação incorreta. O desequilíbrio nos doshas é o primeiro sinal que o espírito, a mente, o corpo do sujeito não se encontram em perfeita sintonia. A alimentação incorreta provocará um aumento de agni (foco gástrico, saiba mais AQUI) e uma incorreta digestão da comida: tudo isto provocará a formação das toxinas (ama). O aumento das toxinas provocará, a seguir, a doença.

Para o indivíduo ter o corpo sadio é necessário manter seus tecidos saudáveis e isso é possível por meio da alimentação, que deve ser feita de acordo com o estado atual do paciente, ou seja, de acordo com seu dosha predominante e com os desequilíbrios que ele possa apresentar. Os tecidos que formam o corpo humano são formados a partir dos cinco elementos, que consumimos em forma de alimento. 

Para o Ayurveda, a saúde de uma pessoa é medida pela força de seu agni (fogo digestivo). Um bom agni é capaz de extrair dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários para formar tecidos fortes; por outro lado, quando o agni está diminuído ou é irregular (menor capacidade digestiva) a nutrição dos tecidos fica mais pobre, comprometendo a saúde e a integridade estrutural do organismo. No ocidente costuma-se dizer: "você é o que você come"; mas pode-se dizer que a medicina indiana vai além: "você é o que você consegue digerir". 

Mariana Mesquita é terapeuta ayurvédica, praticante de Yoga e proprietária do restaurante Maha Mantra Culinária Saudável www.mahamantra.com.br


segunda-feira, 18 de julho de 2011

A tranformação pelo toque



Por Alda Martinelli (trecho extraído do livro Yoga Massagem Ayurvédica – A Transformação pelo Toque)

Ciências milenares da cultura indiana, Yoga e Ayurveda tiveram seus conhecimentos combinados pela mestra Kusum Modak ao longo das últimas décadas, para dar vida à Yoga Massagem Ayurvédica.

Considerada por especialistas de diversas partes do mundo uma das mais completas técnicas de massagem, a YMA mescla procedimentos da massagem tradicional indiana com posições da Yoga. Ou seja: os deslizamentos, amassamentos e pressões com as mãos e os pés estimulam a circulação e aquecem a musculatura e as articulações, preparando o corpo para as flexões, torções e alongamentos baseados nas posturas da Yoga.

Além de trabalhar todos os músculos e as articulações, a YMA atua também sobre a respiração, a circulação sanguínea e a energia vital, proporcionando o reequilíbrio do indivíduo e, logo, dos seus doshas – os humores. Por sua complexidade, sofisticação e intensidade, ela traz benefícios em todos os níveis: físico, mental e energético.

A criadora
Caçula de três filhos, Kusum nasceu no dia 28 de abril de 1938. Durante toda a sua infância e juventude, Kusum sofreu com problemas de saúde, particularmente na coluna. Durante mais de 20 anos, percorreu uma longa, diária e disciplinada jornada na Yoga, sempre sob a orientação do exigente Shri B.K.S. Iyengar em seu instituto, em Pune. Os resultados no seu corpo foram tão surpreendentes que ela, anos depois, passou a adotar os alongamentos e as torções da Yoga em seu trabalho de massagem.

De família brâmane, ela tomou ainda jovem duas decisões corajosas sob o ponto de vista da cultura indiana: de não se casar e, depois, de dedicar-se totalmente à Yoga Massagem Ayurvédica, técnica que criou há mais de três décadas.

Aos 40 anos de idade, Kusum teve dois encontros que iriam transformar completamente sua vida. O primeiro foi com o iogue Iyengar e o segundo, com o mestre Limaye, homem simples, mas profundo conhecedor da arte da massagem tradicional indiana. A sensibilidade e a sabedoria desse último mestre despertaram em Kusum a força da cura, introduzindo-a nos caminhos da massagem.

Mãos à obra
A cabeça pode ser considerada o quartel-general do nosso corpo. Nela encontram-se, entre outras coisas, o encéfalo, centro de controle do corpo e sede da consciência; a face e as expressões que exteriorizam nossos sentimentos; e quatro dos nossos cinco órgãos dos sentidos.

Nos últimos minutos da sessão, o terapeuta se concentra no rosto e na cabeça do paciente, que já deve se encontrar em profundo estado de repouso. A massagem no rosto relaxa os músculos cansados e tensos e nutre a pele. Os movimentos ativos e enérgicos estimulam a circulação e oxigenam o sangue da área, eliminando resíduos e deixando a pele corada e revitalizada.

Importante: certificar-se de que o paciente não esteja usando lentes de contato. Não usar pó no rosto.

Deslizamentos da mandíbula às têmporas

O terapeuta, com movimentos firmes e suaves, massageia o rosto do paciente com deslizamentos que se iniciam na mandíbula e terminam nas têmporas.
Principais músculos trabalhados: mentual (mandíbula), masseter, temporal, frontal, orbicular da boca, orbicular dos olhos, prócero, zigomático maior e menor.

Osso zigomático

Aqui, o terapeuta massageia com os polegares a região onde se localizam os sínus.
Principais músculos trabalhados: zigomático maior e menor.

Orelhas

Após massagear as orelhas do paciente, o terapeuta puxa-as levemente para baixo e para cima. Na orelha existem pontos-reflexo relacionados ao corpo todo.

Sobrancelhas

Pequenos pinçamentos são feitos com o polegar e o indicador em toda a sobrancelha do paciente, estimulando a musculatura ao redor do olho.
Principais músculos trabalhados: orbicular do olho e frontal.
Benefícios: estas manobras finais tonificam e rejuvenescem a musculatura da face, promovendo alívio em casos de congestão nasal e sinusite (massagem no osso zigomático), insônia (massagem na orelha) e nas cefaleias e enxaquecas (massagem nas sobrancelhas). Os deslizamentos na mandíbula auxiliam no tratamento da Síndrome da Articulação Têmporo-Mandibular (ATM) e de zumbido no ouvido.




segunda-feira, 27 de junho de 2011

Acro Yoga



Teremos aula de AcroYoga no Yoga pela Paz 2011, mais informações em breve!
Clique AQUI para curriculo de Surya e outros participantes do evento.


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mais energia no frio

Por Maria Cabral

Um dosha (saiba mais sobre os doshas AQUI) que pode ser perturbado durante o inverno é kapha dosha (saiba mais sobre kapha AQUI), responsável pela lubrificação, nutrição e estabilidade do nosso corpo e mente. Segundo a fisioterapeuta ayurvédica Ana Paula Russo "esse dosha, quando em equilíbrio, nos traz segurança, boa memória e estabilidade física e mental".

Porém, como uma das qualidades de kapha é o frio, a diminuição das temperaturas nessa época faz esse dosha aumentar em nosso corpo, podendo causar:
- aumento de muco, principalmente nas vias aéreas, e aumento das alergias respiratórias;
- maior vontade de comer (mesmo sem fome);
- diminuição na capacidade de digestão;
- letargia e preguiça.

Bons antídotos
Segundo a terapeuta ayurvédica, naturóloga e especialista em nutrição clínica, Caru Alencar, há alguns cuidados específicos para a alimentação:
- evitar alimentos crus;
- aumento do uso de temperos picantes (gengibre, pimenta do reino, canela);
- evitar alimentos e bebidas gelados.

As pessoas de natureza kapha têm, normalmente, mais dificuldade em digerir carboidratos e gorduras, portanto esses devem ser evitados.


Como a tendência para letargia também é facilmente observada nesse período de baixas temperaturas, essa preguiça deve ser combatida com exercícios um pouco mais vigorosos e que produzam calor. A prática de surya namaslar (saudação ao sol) é um bom hábito para essa estação, assim como a prática de bhastrika (respiração do fole).

Uma das terapias ayurvédicas que combinam com esse frio é o udwartana uma massagem que estimula o metabolismo por meio de esfoliação da pele com o pó de ervas secantes. Essa também é uma das terapias mais recomendadas para perda de peso.
Maria Cabral é estudante e praticante de Yoga e Ayruveda e uma das organizadoras do Yoga pela Paz.
Caru Alencar (carualencar@hotmail.com) faz orientação alimentar ayurvédica e Ana Paula Russo (anapaula@marciadeluca.com) atende com todas as técnicas de terapias ayurvédicas. Espaço Márcia De Luca: (11) 3168-5096, (11) 3168-5568


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Saúde no Inverno

Por Mariana Mesquita

Com a temperatura mais baixa e o clima mais seco, o cuidado para equilibrar o corpo e mantê-lo aquecido e nutrido deve ser redobrado.

Sabemos que todos os doshas (biótipos to Ayurveda, saiba mais AQUI) estão presentes em nosso corpo em proporções diferentes. Vata (saiba mais AQUI) é formado pelos elementos ar e éter, considerado o mais frio e seco dos doshas e por isso é associado ao inverno.

É comum percebermos o aumento desse dosha no nosso corpo e mente pela pele mais seca, as articulações mais rígidas, a mente agitada e ansiosa.

O Ayurveda nos ajuda a equilibrar esses sintomas com a alimentação e algumas mudanças comportamentais, tais como:

Dê preferência a alimentos cozidos, aumentando o consumo de sabores doce, ácido e salgado (batata-doce, tâmaras, berinjela, mandioca), além das oleaginosas (amêndoas, nozes, macadâmia) e não se esquecendo das maravilhosas especiarias como o açafrão da terra, gengibre, noz-moscada, pimenta do reino, cravo e canela.

O Yoga e a meditação são práticas extremamente benéficas para equilibrar o organismo, através das posturas específicas para vata, os pranayamas (exercícios respiratórios) que aquecem o organismo, yoganidra (técnica de relaxamento profundo) que relaxa mente e corpo, uma verdadeira união entre alma individual e a consciência suprema, o mais eficaz e poderoso meio para a autorrealização.

A meditação também tranquiliza, aquieta, nos faz perceber nosso mundo interior. É por meio dela que podemos nos conhecer melhor, escutarmos a nós mesmos, é o caminho para um dia a dia mais claro, transparente, o momento do nosso dia em que estamos em contato com nós mesmos.

Portanto, para pacificar vata é necessário nutrir, aquecer, acalmar e também lubrificar.

A automassagem e outras técnicas utilizadas pelo Ayurveda para lubrificar o corpo também são eficazes. Podemos usar óleos como ghee (manteiga clarificada), gergelim, amêndoas doces, semente de uva, aplicando e massageando as articulações, os órgãos do abdômen, pernas, pés, enfim, onde desejar.

Uma rotina saudável, incluindo uma alimentação mais nutritiva associada à prática de Yoga e meditação, certamente fará dessa estação do ano um convite para a introspecção e satisfação que o inverno vem nos proporcionar.

Mariana Mesquita é terapêuta ayurvedica, praticante de Yoga e proprietária do restaurante Maha Mantra Culinária Saudável www.mahamantra.com.br



quarta-feira, 23 de março de 2011

Massagem pós-Ashtanga Vinyasa


Por Puja Punita

Não há dúvidas de que a prática de Ashtanga Vinyasa Yoga traz muitos benefícios físicos para o corpo, mas também sabemos que é forte e exige preparo físico do praticante. É uma prática incrível para alinhar o corpo, mas não vejo em meus pacientes que praticam essa modalidade de Yoga o relaxamento muscular como parte dos benefícios.

Podemos citar alguns efeitos da prática em nossos músculos e articulações:

Pontos positivos:

– Mais mobilidade para a coluna.
– Melhora na circulação.
– Melhora no tônus muscular.
– Melhor respiração.

Pontos maléficos:

– Tensiona a parte superior corpo (costas, braços e pescoço).
– Exige demais de algumas articulações, como cotovelo, ombro, joelho.
– Comprime sacro.
– Exige muito da lombar.
– Alguns casos de frouxidão ligamentar (instabilidade na articulação) após anos de prática.

Complemento saudável

Receber massagem após a prática pode trazer ganhos enormes, ajuda a adquirir mais flexibilidade, principalmente para quem está começando ou ficou um tempo sem praticar.


A Yoga Massagem, em específico, tem um foco grande nas articulações, o que ajudar a abrir e alinhar o corpo para seu movimento natural. Com isso, a prática fica muito mais fácil e prazerosa.

A massagem também pode ser de grande ajuda na prevenção de lesões decorrentes da prática, trabalhando principalmente a musculatura que envolve as principais articulações, prevenindo a instabilidade na articulação.

Autoajuda
Receber massagem é mais eficiente para o relaxamento do praticante, mas a automassagem também pode ser bem eficiente. Seguem algumas dicas de massagem para as regiões mais trabalhadas na prática de Ashtanga Vinyasa:

Para pulso e mão
Espalhe um pouco de óleo vegetal com óleo essencial de alecrim ou hortelã-pimenta nos pulsos, mãos e cada dedo, massageando bem.

Para lombar e ciático
O ideal para esta massagem é ter uma bola tipo de tênis (não pode ser maior, mas pode ser mais macia).
Após a prática de Yoga, deitar de barriga para cima no próprio mat, dobrar os dois joelhos e erguer o quadril. Posicione a bola na lombar e pressione-a com seu corpo contra o chão. Onde sentir dor fique um pouco mais de tempo e, ao diminuir a dor nesse ponto sensível, siga para outro ponto da lombar.

Para pescoço e trapézio
Espalhe um pouco de óleo vegetal com óleo essencial de alecrim ou hortelã-pimenta no pescoço e trapézio.
Com as duas mãos ao mesmo tempo, massageie primeiro o pescoço com movimentos da nuca para baixo, depois partindo da cervical para frente e finalmente movimentos circulares.
No trapézio, fazer movimento de pinça e pressionando bem com a ponta dos dedos.

Puja Punita é terapeuta especializada em Yoga Massagem e dá cursos de formação de terapeutas. (11) 9601-8016, www.yogamassagem.com.br


segunda-feira, 21 de março de 2011

Ashtanga Vinyasa e Ayurveda


Por Gil Khel

Foto Rosangela Castelari


O Ayurveda tenta compreender a influência dos doshas e como equilibrar essas energias em nosso corpo. A prática de Ashtanga Vinyasa Yoga aumenta o calor, o movimento e, por isso, acelera o metabolismo do corpo.


Essas características tornam o Ashtanga uma prática muito recomendada para as pessoas de constituição predominantemente kapha, que têm como principal característica o excesso de peso e o frio.


Já os praticantes com os doshas pitta e vata predominantes no organismo devem tomar alguns cuidados ao praticar, pois o movimento e o calor aumentam, respectivamente, essas energias em nosso corpo, podendo gerar distúrbios característicos do excesso desses doshas.


Apesar de ser uma prática benéfica para os kaphas, não é recomendada para obesos por ser bastante exigente. Isso faz parte de um importante princípio ayurvédico conhecido por asatmya (aquilo que não é compatível com nosso corpo), que nos ensina que não devemos começar com uma prática tão exigente de uma hora para outra, devemos nos acostumar com ela aos poucos. Um bom professor saberá instruir seu aluno nesse início, observado a relação entre a respiração e o esforço, onde a primeira se altera com o excesso do segundo. Algumas adaptações podem tornar a prática eficiente para todos.


Vata

Para os praticantes com constituição predominantemente vata o maior desafio é controlar a velocidade da prática. Como a ansiedade é uma das características dos vatas, podem acabar se movendo para o próximo asana muito rápido. Nesses casos, os asanas devem ser conquistados lentamente.


O foco na respiração – que deve ser lenta – é de grande eficiência para uma prática equilibrada. Se necessário, o praticante pode estabelecer um número de respirações para recuperação entre um asana e outro.


O ujjay é muito bom para os praticantes vatas, pois aquece o corpo. Os bandhas também são ferramentas importantes, pois ajudam a manter a energia e diminuem os riscos de lesões.


Os jumps não são muito recomendados para os que têm o ar como elemento predominante na constituição, pois os vatas devem estar em contato com o chão.


Alguns antídotos podem ser eficientes para evitar os efeitos colaterais não desejados do excesso de movimento que a prática pode promover:

– Passar óleo de gergelim todas as noites no corpo.

– Alimentação quente e nutritiva, com adição de azeite e ghee.


Pittas

As pessoas com o fogo predominante em suas constituições gostam de se superar, o que torna essa prática muito atrativa. Porém os pittas devem tomar alguns cuidados ao praticar ashtanga regularmente, pois não devem aquecer exageradamente o corpo e devem evitar a competição com companheiros de prática e com eles mesmos.

Segundo o Ayurveda, o excesso de calor gerado pela prática pode consumir ojas, a essência do sistema imunológico em nosso corpo.


A respiração durante a prática deve ser mais suave, dando ênfase aos bandhas para ajudar a manter a concentração. A prática deve ser lenta e o praticante pitta deve dar ênfase aos aspectos devocionais do Yoga, com muito cuidado para não dar espaço ao fanatismo, uma das características desse dosha.


Os antídotos para os efeitos consequentes de eventual agravamento de pitta são:

– Olear o corpo com óleo de coco ou girassol, em pequena quantidade, logo após a prática.

– Alimentação equilibrada com folhas verdes, saladas e alimentos com sabores amargos e adstringentes, que ajudam a "limpar" o calor do corpo.


Gil Moraes Kehl iniciou-se em Reiki com o mestre Plínio Cutait e massagem ayurvédica pelo método Kusum Modak com Alice Avibhasha com quem atuou como assistente. Formou-se terapeuta ayurvédico com o Dr. José Ruguê Ribeiro Jr. pela Escola Yoga Brahma Vidyalaya (2003-2005). Participou da formação em Ayurvedic Yoga Massage com Kusum Modak nos níveis básico e avançado, em São Paulo. Formou- se no Curso Avançado de Ayurveda pela Academia Internacional de Ayurveda em Pune-Índia. Realiza consultorias para formação de clínicas na área do Ayurveda. Ministra cursos sobre Princípios e Técnicas do Ayurveda e faz parte do corpo docente da Escola Yoga Brahma Vidyalaya ministrando aulas em diversas cidades do Brasil. Realiza consultas e atendimentos terapêuticos e acompanha anualmente, como tradutor e produtor, os alunos da escola Yoga Brahma Vidyalaya, na formação avançada de Ayurveda na Índia. Vem se aprofundando no estudo e disseminação do Ayurveda.

Consultas: agendar com Alessandra após as 14h no 3872 6858 www.vidadeclaraluz.com.br ou com o próprio Gil 83833442



quinta-feira, 10 de março de 2011

Por uma vida mais feliz

Por Marise Berg para o blog Ayurvedicamente
Foto: Thiago Calazans

Quando os tratados de Ayurveda foram elaborados, há aproximadamente 3.000 anos atrás, não havia luz elétrica, celular, computador, geladeira, etc. A vida era mais pacata e, mesmo assim, o estresse já existia, assim como os desequilíbrios físicos. O homem não mudou muito de lá pra cá e os sábios já deviam prever isso porque as dicas de rotina que eles nos ofereciam naquela época cabem perfeitamente na nossa rotina atual.

Os hábitos mudaram, mas, a nossa essência não. Temos que nos alimentar diariamente para nutrir o corpo, dormir para descansar a alma, respirar para nos conectar com Deus.
Aqui vão algumas dicas ayurvedicas para uma rotina prazerosa, saudável e feliz.

1. Uma boa noite de sono varia entre 6 e 8 horas, a partir das 22 h. Dormir durante o dia agrava a energia kapha e desfavorece o metabolismo;

2. Fazer uma oração ou agradecimento sincero ao acordar nos direciona para a positividade;

3. Um intestino saudável e eficiente deve funcionar diariamente ao despertar pela manhã. Beber 1 copo de água morna em jejum ou ½ copo antes de dormir (1 e ½ h após o jantar) pode ajudar a regular a evacuação;


4. A limpeza diária da língua com um raspador favorece o paladar. A limpeza dos seios da face e aplicação de óleo morno também favorece o paladar e o olfato, além de despertar e nutrir o cérebro;

5. A prática regular de exercícios regula o metabolismo e favorece a digestão, ao massagear naturalmente o abdômen.

6. A prática diária de auto-massagem com óleo morno fortalece e rejuvenesce o corpo (a pele, a circulação, o sistema nervoso, a musculatura, melhora o sono e a digestão);

7. Tomar sol durante 15 minutos pela manhã favorece a absorção de Cálcio (essencial ao sistema nervoso);


8. A prática regular de monodieta mantém o sistema digestivo desintoxicado (de acordo com o biótipo, com orientação terapêutica);


9. É preciso ouvir e respeitar os pedidos do corpo: comer ao sentir fome e dormir ao sentir sono;


10. Devemos alimentar a força de vontade por um estilo de vida ativo, não sedentário, prazeroso e feliz;


11. É possível seguir uma boa dieta de forma relaxada e gradativa. Ela nunca será perfeita, mas, pode ser nutritiva e prazerosa;


Marise Berg - Terapeuta Ayurvédica dedicada à prática da Alimentação Natural Ayurvédica e de Rasayana (rejuvenescimento). Formada pela Escola Yoga Brahma Vidyalaya – Fundação Sri Vájera e Ciymam (curso creditado pela International Academy of Ayurveda – Índia); com extensões em Rasayana (rejuvenescimento) pela Kerala Ayurvedic Chikitsalayam – Pune, Índia; em Ayurveda pela Vishwanath Panchakarma Centre – Rishikesh, Índia; e em Nutrição Ayurvédica pela International Academy of Ayurveda – Pune, Índia. Atualmente, cursa a graduação em Nutrição no Centro Integrado São Camilo, São Paulo.E-mail:mariseberg@hotmail.com Blog: www.ayurvedicamente.blogspot.com Tel.: (11) 8201-3647

Foto: Renata Kherlakian veste Be Yoga



sexta-feira, 4 de março de 2011

Os incríveis benefícios do óleo de coco


Por Tatiana Arrais

Foto: Huan Gomes


Leite de coco, picolé de coco, doce de coco, cocada, cuscuz doce, tapioca… A tradição culinária brasileira é cheia de usos do coco. Mas vocês já ouviram falar das propriedades do óleo dessa fruta?


O óleo de coco é obtido a partir da prensagem da carne do coco maduro, que pode ser fresco ou seco. É rico em substâncias antioxidantes e apresenta propriedades funcionais, conferindo diversos benefícios à saúde.


O óleo de coco pode auxiliar no emagrecimento devido ao seu efeito termogênico, que aumenta o gasto energético do organismo, além de causar saciedade. Auxilia também na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares.


Além de sua ingestão ser benéfica ao organismo, o óleo de coco também pode ser utilizado com finalidades cosméticas sem conservantes e/ou substâncias químicas alergênicas.


Garante o aporte de antioxidantes na pele, atua como excelente hidratante, promove melhora da elasticidade cutânea, confere à pele uma aparência mais jovem e sadia e reduz danos capilares em diversos tipos de cabelos. Pode ser massageado diretamente sobre a pele, diariamente, principalmente para peles mais secas. Seu uso também é sugerido para prevenção de estrias que ocorrem por conta da gestação.


De uma maneira geral, não possui contraindicações quando consumido em uma quantidade de 30-45 ml/dia (2 a 3 colheres de sopa). Recomenda-se começar seu consumo com uma pequena quantidade (equivalente a ½ colher de sopa) e ir aumentando o consumo gradualmente. O consumo excessivo pode levar a enjoo e mal-estar.


Pode também ser utilizado para finalizar pratos quentes. É o tipo ideal de óleo para dar sabor e aroma suaves a pratos como arroz e peixes.

Benefícios:

Queima calorias
Facilmente absorvida pelo organismo, a gordura do fruto é transformada em energia pelo fígado, elevando o processo conhecido como termogênese. Na prática, isso significa o aumento da produção de calor corporal. O resultado? Acelera a queima de calorias!


Tira a fome
O óleo de coco facilita a ação da insulina, hormônio responsável por controlar a quantidade de glicose no corpo. Assim, garante saciedade por mais tempo, ajuda na manutenção após a perda de peso e tira a vontade de comer doces e carboidratos.


Elimina a gordura

O alimento natural aumenta a função da glândula tireoide – responsável pela produção de hormônios que controlam o metabolismo, que é a velocidade com que o corpo queima gordura –, evitando desta forma o acúmulo de gordura no corpo. Entre outras doenças, o produto previne contra a obesidade.


Regula a função intestinal
O óleo de coco normaliza o funcionamento do intestino no caso de diarreia ou prisão de ventre.

Previne a osteoporose
Por ser uma gordura saturada, ele também auxilia na incorporação do cálcio na estrutura óssea.

Combate o envelhecimento
Rico em vitamina E e ácido gálico, diminui a produção de radicais livres, protegendo as células.

Protege o coração
Ao aumentar os níveis de HDL (colesterol bom) e baixar os de LDL (colesterol ruim), ajuda no combate a doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

Fortalece o organismo
Os ácidos trabalham para aumentar as defesas do corpo, evitando gripes, resfriados e herpes.

Tem ação cosmética
Você pode deixar seus cabelos e a pele do rosto e do corpo mais hidratados com o óleo de coco. Mas, para isso, não adianta ingeri-lo: no primeiro mês, aplique o produto na região escolhida três vezes por semana. Deixe descansar por 30 minutos e enxágue. No segundo mês, aplique o óleo só uma vez por semana.

Teoricamente, o óleo pode ser consumido por qualquer pessoa. Porém, o nutrólogo Mauro Lins recomenda alguns cuidados: "Vítimas de doenças crônicas (como quem tem dor de cabeça frequente) devem consultar um médico antes de ingerir o produto". O mesmo vale para quem sofre de distúrbios graves de aumento de colesterol ou esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).


Após trabalhar dez anos com marketing, Tatiana Arrais estava em busca de um propósito maior e se dedicou aos estudos da área holística. É terapeuta corporal holística, mestre em reiki, formada em renascimento (terapia da respiração), aura soma, cromoterapia, aromaterapia, cristais e bioenergética.

http://dicasterapeuticas.blogspot.com



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Massagem anti-TPM

Por Puja Punita

O hábito de receber massagem (mesmo que seja automassagem) desenvolve uma conexão e sensibilidade com o próprio corpo, principalmente na região da barriga.

A massagem no abdome deveria ser, principalmente para as mulheres, um hábito diário. Os movimentos devem ser circulares grandes, abrangendo todo o abdome. Essa automassagem também pode ser complementada com movimentos com mais pressão, circulares menores, em cada um dos órgãos.

Durante a TPM, os óleos essenciais mais indicados são de gerânio e laranja doce e você pode experimentar a seguinte receita para a massagem descrita acima:

100 ml de gergelim
25 gotas de óleo de gerânio
20 gotas de óleo de laranja doce

Outra dica importante durante todo esse período é manter a região abdominal e lombar coberta e quentinha. Mesmo no calor não é bom descobrir essa região!


Puja Punita é terapeuta especializada em Yoga Massagem e dá cursos de formação de terapeutas.
 www.yogamassagem.com.br 
(11) 9601-8016


Corpo e mente

Entrevista com Helena Guimarães sobre tensão pré-menstrual

1. Por que as mulheres ficam tão sensíveis durante o período pré-menstrual?
Podemos dar muitas explicações físicas, hormonais sobre a TPM. Pode ser excesso de estrogênio, falta de progesterona, ou alguma disfunção glandular que acentue os sintomas. É sempre bom se certificar de que nosso organismo está bem e se os sintomas que acontecem todo mês não estão excessivos por alguma causa diretamente orgânica.

Mas, acredito que o nosso corpo é um todo com as nossas emoções e também com tudo aquilo que nos cerca. O ciclo menstrual e a TPM nos lembram isso todo mês, podemos ficar irritadas, com dores, extremamente sensíveis, carentes, bravas, isso depende de cada mulher e da fase de sua vida. Mas o ciclo menstrual nos lembra também que estamos conectados com a natureza, é um ciclo lunar. Assim como a lua cresce fica cheia e reluz o sol, temos uma fase do mês que estamos mais extrovertidas, mais comunicativas, com mais desejo sexual. Quando a lua está nova, está na sombra, visitamos aquelas nossas partes que não queremos ver muito, que estão ali de lado, que são difíceis de encararmos de frente. Durante a menstruação, temos a tendência a ficar recolhidas, sentimos que não temos forças para ir para o mundo lá fora porque o nosso mundo interno está pedindo para ser olhado.

O ciclo de muitas mulheres coincide com o ciclo lunar e muitas tradições ritualizam o período da menstruação: as mulheres se reúnem, ficam isoladas e cuidam de assuntos individuais e coletivos que pedem esse recolhimento. Nós que vivemos na cidade, às vezes não temos tempo, ou não nos damos tempo, para esse recolhimento necessário. Se não olhamos para essa necessidade ela pode pedir passagem e nos obrigar a parar com cólicas, mal-estar, mau humor, sensibilidade à flor da pele.

2. Quais medidas podem ser tomadas no decorrer do mês para evitar essa sensibilidade?
Seguindo esse modo de pensar, durante o mês temos que olhar também para o nosso lado escuro da lua. Não deixarmos acumular tudo para esse curto período e sim dissolvê-lo durante todo o ciclo. A TPM nos dá indícios do que não está legal e pode dar-nos dicas preciosas do que devemos olhar durante o resto do mês. Devemos cuidar disso também durante nosso período de luz, seguindo a ideia do ciclo lunar.

Cuidados com a alimentação são bem vindos também. A vontade incontrolável de comer doce acontece e, a princípio, parece ser reconfortante comer um bolo de chocolate delicioso... Mas o açúcar piora muito os sintomas da TPM, assim como o café e os estimulantes também.

3. Como a prática de Yoga e meditação podem ajudar nesses sintomas?
A prática de Yoga e meditação durante todo o período ajuda a equilibrar nosso corpo e nossas emoções. Se nos mantermos mais equilibradas, com um corpo mais forte, sentiremos menos os efeitos desagradáveis da TPM e poderemos desfrutar desse nosso ciclo interno. Se tivermos tranquilidade e equanimidade, poderemos sentir as oscilações de humor e nos beneficiar delas, deixando o que precisa ir embora e fortalecendo o que precisa ficar. Aproveitando cada ciclo para viver uma transformação interna e ficar mais consciente do que está realmente acontecendo conosco, já que a TPM amplia nossas emoções.


Helena Guimarães é psicóloga clínica formada pela PUC-SP atende em seu consultório crianças, adolescentes e adultos. Dá aulas de yoga, particulares e para pequenos grupos. Pratica e pesquisa Yoga há mais de dez anos com Regina Ehlers, Gustavo Ponce e diversos professores.
Contato: ahelenaguimaraes@yahoo.com.br
Consultório: (11) 2305-8113
Celular: (11) 7392-5848


Vida sem TPM

Por Madu Cabral

Tudo parece ir bem, damos conta dos nossos trabalhos, filhos, companheiros e de nós mesmas, quando de repente, sem nenhuma explicação racional, a vida acorda muito mais difícil: vontade de chorar, quilos a mais, irritação e a certeza de que nada vai dar certo! A tensão pré-menstrual (TPM) pode acabar com nosso dia e com o das pessoas a nossa volta.

O ginecologista e obstetra, Dr. Eliezer Berenstein, explica em seu site que a TPM ainda não tem uma causa conhecida, apesar das inúmeras teorias para explicá-la. "É o modelo típico de doença psicossomática, surgida a partir das modificações dos hábitos menstruais neste século" explica o especialista. "Pode estar relacionada às alterações bioquímicas nos níveis dos hormônios sexuais: estrogênio, progesterona, hábitos alimentares, estilo de vida ou estresse."

Yoga nelas!
As praticantes de Yoga podem confirmar os benefícios que a prática traz nesses dias mais difíceis. O relaxamento, um dos benefícios mais comprovados do Yoga, reduz o estresse e desacelera o ritmo causado pelo estilo de vida que levamos hoje.

"A prática de Yoga e meditação, durante todo o período pré-menstrual, ajuda a equilibrar nosso corpo e nossas emoções", explica Helena Guimarães, psicóloga-clínica formada pela PUC-SP, professora e praticante de Yoga. Helena acrescenta que, se nos mantemos mais equilibradas, com um corpo mais forte, sentiremos menos os efeitos desagradáveis da TPM e poderemos desfrutar e aprender com nosso ciclo interno (clique aqui para a entrevista completa).

O autoconhecimento, principal meta do Yoga, também pode ajudar nesses períodos. A terapeuta de Yoga Massagem, Puja Punita, observa em suas clientes que poucas delas se observam durante os dias de TPM. "Poucas mulheres adaptam seus dias para incluir esse período em suas vidas, pelo contrário, elas tentam excluir e "fingir" que nada está mudando no corpo", explica Puja, que também é estudante de aromaterapia.

Algumas soluções
Então, para o bem de nossa saúde física e mental, incluir asanas, exercícios respiratórios e uma automassagem em nossas rotinas, principalmente durante o período que antecede a menstruação, pode amenizar os desconfortos e tornar nossos dias mais fáceis.


Madu estuda e pratica Yoga e Ayurveda (sistema de cura indiana) e ajuda a organizar o Yoga pela Paz, um evento sem fins lucrativos que reúne todos os anos o máximo de pessoas possível em uma meditação coletiva pela paz no Parque do Ibirapuera.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Fonte de juventude

Por Ana Carolina Alencar

O envelhecimento, segundo o Ayurveda, é causado pelo aumento do dosha vata em nosso corpo. Isso aumenta a qualidade do elemento ar em nós, causando principalmente o ressecamento dos tecidos do corpo. Uma alimentação que "combata" essas características será grande aliada no processo de rejuvenescimento.

Nessa fase da vida os alimentos devem ser mais nutritivos, mas não mais pesados. Devemos dar preferência aos alimentos bem cozidinhos, mais molhadinhos e com um pouco mais de óleo, sempre usando as especiarias antivata, como canela, assa-fétida, cominho, sal de rocha, erva-doce, óleo de gergelim. Essas são especiarias que "esquentam" os alimentos, já que outra característica de vata é o frio. Esses temperos ajudam muito na digestão dos alimentos.

O que comer
- Arroz integral bem cozido, mais "empapadinho", com os temperos mencionados acima.
- Carne branca e magra (se necessário).
- Lentilhas e feijões (deixar de molho antes de cozinhar) bem cozidos, sempre com folhas de louro, assa-fétida e cominho.
- Ghee, mel e geleia real (como complemento alimentar para melhorar a imunidade).
- Legumes e verduras levemente cozidos, usar também o ghee, leite, castanhas, oleaginosas.
- Mingau de aveia com açúcar mascavo, uvas passas e leite, queijo branco, kefir, pannir.
- Raízes em geral bem cozidas e com óleo ou ghee.

O que não comer
Nessa época da vida devemos evitar alimentos que ressequem ou não tenham o poder de nutrir o organismo. Entre eles estão o álcool, os refrigerantes e os condimentos muito fortes (catchup, pimentas muito fortes).

É importante evitar o uso excessivo de sal, alimentos, enlatados e conservados sem prana (energia vital), além de qualquer tipo de junk food ou comida muito pesada e de difícil digestão, alimentos com baixo valor nutricional (salgadinhos e outras bobagens tipo bolachas etc.).

Como preparar
Dê preferência para os alimentos preparados em panelas de inox, vidro ou ágata, sempre com um pouco de óleo e pouco sal.
Evite consumir alimentos crus em excesso. As saladas, por exemplo, são frias e mais secas e aumentam as qualidades de vata em nosso corpo. Os alimentos devem ser cozidos e, os mais pesados como os grãos integrais, devem ser um pouco mais cozidos do que o normal.


Rejuvenescimento Ayurveda

Por Cristiane Ayres

No Ayurveda, o rejuvenescimento é o que nos traz a longevidade, é um dos ramos do Ayurveda que promove a saúde e age como terapia preventiva, além de ser responsável por manter a saúde plena.

Temos que cuidar do corpo antes que adoeça e isto é a base fundamental para saúde física, mental, espiritual, emocional, intelecto, consciência, inteligência e a saúde do ser.

Em sânscrito chamamos de Rasayana.

Rasayana promove a saúde através da dieta, condutas e fitoterápicos, herbologia, uso de metais, dentre outros agentes que promovem a saúde, a prevenção de doenças e o envelhecimento. O rejuvenescimento é muito mais extenso dentro do Ayurveda do que conhecemos no dia a dia ocidental, não só cuida da pele, mas de todos os sistemas que mantêm um ser humano vivo e saudável. Essa ciência milenar ensina como nos alimentar e como fazer as eliminações do que não nos serve pela urina, suor, fezes, pensamentos maléficos, aspectos espirituais ruins, falta da consciência e o não uso do intelecto.

Anatomia Ayurvédica

O Ayurveda divide o ser da seguinte forma:

CORPO:
3 doshas (vata, pitta e kapha).
7 dhatus (7 tecidos: rasa, rakta, mansa, asthi, majja, sukra e medha).
3 malam (3 eliminações: fezes, urina e suor).

SENTIDOS:
5 órgãos dos sentidos (jyanendryas: ouvidos, pele, olhos, língua e nariz).
5 órgãos da ação (karmendryas: órgãos da fala, excreção, reprodução, mãos e pernas).

MENTE (ubhayendra).

CONSCIÊNCIA (atma)

O rasa (fluido ou linfa) de boa qualidade não deve estar presente somente em quantidade, deve também ser capaz de permear os vários tecidos do corpo, bem como todo o ser humano de tecidos à atma, fornecendo o que eles precisam e retirando as toxinas produzidas pelo corpo. Esse processo deve ter sincronicidade perfeita, já que a limpeza do corpo é tão importante quanto sua nutrição correta.

O agni (enzimas, fogo digestivo) também tem papel importante no rejuvenescimento, pois se mantermos o corpo com agni equilibrado nos diferentes tecidos que vimos acima, o envelhecimento é muito menor.

Agni é mais fácil de equilibrar na vida jovem; na velhice precisamos dar ênfase a tratamentos que o aumentem, pois nesta fase da vida – que chamamos fase vata – o agni é mais fraco no corpo e por isso há o envelhecimento de todos os tecidos e não só o da pele.

Juventude alcançada
Os tratamentos ayurvédicos de rejuvenescimento utilizam várias formas de terapias voltadas para nutrir, aumentar o agni e limpar o corpo, sempre levando em consideração as características individuais de cada paciente.

O Charaka Samhita (um dos mais importantes textos clássicos ayurvédicos) diz que os fatores indispensáveis no tratamento de rejuvenescimento são:

1 – Médico: a escolha de um terapeuta que tenha boa sintonia com o paciente é importante para fluir o tratamento.

2 – Medicamento: droga auspiciosa de origem vegetal, mineral, metais ou animal.

Vegetal – óleos e ervas, dentre outras origens nesta linha.
Mineral – pedras preciosas e semipreciosas, joias.
Metais – ouro, cobre, prata, mercúrio (somente utilizado na Índia, altamente tóxico).
Animal – banha, carne; dentre os aspectos que eram utilizados no passado, ossos e dentes para material cirúrgico ou de intervenção. Conta aqui também a terapia de Raktamosha com as sanguessugas, para retirada de toxinas de áreas acometidas por doenças.

3 – Assistentes: pessoas capacitadas que ajudam os médicos a aplicarem as terapias devidas.

4 – Pacientes: aceitação, conduta e a dedicação do paciente com o tratamento.


Recomendações
Procure um terapeuta de confiança com o qual se sinta à vontade.
Tenha uma dieta adequada ao seu caso, este é um fator importantíssimo, cada pessoa tem sua individualidade. Procure um terapeuta apto a direcionar e acompanhar sua alimentação periodicamente.

Nossa mente é autocontroladora, mantenha-a limpa. É importante a consciência e disciplina no tratamento, muitas vezes a mente é sabotadora, aqui a prática de meditação e pranayama (exercícios respiratórios) é fundamental. Procure uma meditação adequada a sua personalidade. Os pranayamas são utilizados para controlar a mente e podem ser de grande ajuda neste momento. Um professor de Yoga ou um terapeuta pode ajudar a encontrar o melhor método para seu biótipo.

Utilizar os “medicamentos auspiciosos” ou “drogas celestiais” para cada caso.

Pedras preciosas aqui não são para alimentar o mercado de luxo, mas são parte fundamental para o tratamento, equilibram os minerais que estão contidos em nosso organismo.

Uma vida regrada, sem julgamentos, sem interferir de uma maneira ríspida e negativa na vida das pessoas também é parte de um tratamento. Lembrando que cada indivíduo está em fase de crescimento, elevação e aprimoramento. Todos têm um estágio de aprendizado. Portanto, a terapia do espelho é importante. Veja como julga a vida e as outras pessoas, pode ser esse o grande segredo do desconforto que instala em seu corpo.

Pratique o santosha, o contentamento faz parte do crescimento e da consciência, assim manteremos nosso ser rejuvenescido de corpo e alma!

Cristiane Ayres é studiosa de Física Quântica, teve como mestre o professor e cientista Ph.D Harbans Lal Arora (Ph.D em Física Quântica pela Universidade de Waterloo, Canadá e Pós-doutor pela Kernforschungsanalage, Alemanha, Waterloo. ) que abriu as portas para área de terapias, hoje Cris faz parte dos estudos científicos e assistente direta de Arora em SP e RJ, tendo ensinamento mestre e discípulo das terapias quânticas e Ayurveda - WWW.ayurelements.com