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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Para melhor entender os Chakras


Por Gustavo Ponce

Você tem escutado a palavra “chakra” com “k”? Esta palavra faz parte da linguagem cotidiana dos que praticam Yoga. Você vai escutar: “tenho os chakras desarmonizados”, “esta pessoa tem o Swadisthana Chakra muito estimulado” etc. É bom que a cada dia os praticantes de Yoga falem mais sobre os chakras, que se interessem por algo a mais do que a mera prática de posturas físicas. Também é importante que saibam que é possível alinhá-los por meio do som, das vibrações dos mantras e, sobretudo, levando a mente e as mãos – como se faz na técnica de Reiki – aos diferentes chakras, sendo que estes são muitos, além dos sete principais. 

Mas afinal, o que são os chakras? No esoterismo do Yoga se diz que o corpo humano é constituído por cinco envoltórios, sendo que primeiro é o corpo físico. No segundo envoltório estão os chakras. Este envoltório não é visível à maioria das pessoas, mas alguns podem vê-lo e, inclusive, há máquinas especiais que podem fotografá-lo. É equivalente ao que comumente chama-se alma, ou bioplasma, uma réplica energética do corpo físico, o qual sustenta a vida. Este segundo envoltório energético é às vezes experimentado quando estamos meditando ou em relaxamento profundo, como uma sensação de expansão e contração do corpo ou como um desligamento involuntário do corpo. É como se o corpo quisesse levantar do solo, mas o corpo físico permanecesse imóvel. 

Este fenômeno acontece porque o corpo de energia não é afetado pela gravidade. Depois da morte física, o segundo envoltório permanece algum tempo antes de se reintegrar à fonte cósmica. Como foi previamente dito, este é o envoltório onde estão localizados os chakras. Os sete mais relevantes são: Muladhara, Swadhistana, Manipura, Anahata, Vishuddhi, Ajna e Sahasrara. A principal função dos chakras é absorver, acumular, transformar e distribuir energia vital (prana) ao corpo físico e ao corpo mental. Os chakras podem ser definidos como vórtices de energia que ligam os vários invólucros do ser humano. Estão distribuídos ao longo da coluna vertebral, em uma linha ascendente. Devem estar alinhados. Se algum deles estiver um pouco apagado ou muito estimulado, o efeito sobre o corpo e a mente é impressionante. Os chakras se relacionam com o corpo físico e com a mente através do sistema endócrino, os plexos nervosos e as glândulas. Darei alguns exemplos que podem nos ajudar a compreender melhor a importância de ter os chakras devidamente alinhados, ou seja, nem apagados, nem muito estimulados.

Começamos pelo chakra raiz: Muladhara. Localizado na base da coluna vertebral, ele rege o aspecto de segurança, em todos os âmbitos, mas especificamente, o instinto de sobrevivência. Está relacionado com as necessidades básicas de moradia e comida. Pessoas desabrigadas, por exemplo, têm-no praticamente apagado. Por outro lado, pessoas que são obsessivas por ter a casa impecável e tudo o que tem a ver com a casa, inclusive detalhes mínimos, como prioridade absoluta, têm este chakra muito estimulado. A pessoa equilibrada é aquela que se preocupa com sua casa, dando a real importância que ela tem. 

O segundo chakra, Swadhistana, localiza-se no cóccix. Chama-se “chakra sexual”. Rege o aspecto de prazer em todos os âmbitos. Se tomarmos como exemplo a sexualidade, quem o tem apagado, é aquela pessoa que sofre de frigidez ou impotência. A que o tem muito estimulado, tem uma conduta libertina, que vive quase exclusivamente para o sexo. Quem o tem equilibrado ou alinhado, é aquele que vive sua sexualidade com total naturalidade. 

O terceiro chakra, Manipura, é o “chakra umbilical”, que corresponde ao plexo solar. Diz-se que é o chakra do político. Representa o aspecto de poder e ambição pessoal. Quando apagado, falta energia, vontade, impulso, capacidade de empreender atividades, decisões, timidez, falta de autoafirmação e autoestima. Quando está muito estimulado, poderíamos pensar em um político sem qualquer preocupação para atingir seus objetivos. Guia-se pela ambição e não respeita nada nem ninguém a fim de atingir seus objetivos. Quando este chakra está equilibrado, a pessoa consegue o que se propõe com a intenção de satisfazer suas necessidades reais e dos seus e deseja que se reverta em bem-estar para os outros. 

O chakra seguinte, em ordem ascendente é o Anahata Chakra, ochakra do poeta”. Está localizado atrás do coração. Representa o aspecto do afeto e do sentimento. Em última instância, a devoção e o amor incondicional. Quando está apagado, a pessoa está fechada afetivamente aos demais. Manifesta-se por falta de alegria, cordialidade, amabilidade, simpatia etc. Quando está muito estimulado, a pessoa busca afeto, aprovação e carinho desesperadamente. Neste caso, pode gerar uma grande dependência das outras pessoas e uma tentativa de tentar controlá-las de alguma maneira. Quando este chakra está equilibrado, a pessoa se mostra afetiva e carinhosa de forma natural em sua vida cotidiana. É uma pessoa amável, respeitosa e contagia alegria e carinho aonde vai. 

O quinto chakra é o Vishiddhi. O chakra do comunicador e do artista. Localiza-se na garganta. Quando está apagado, a pessoa não é capaz de comunicar claramente as suas ideias. Às vezes fala muito baixo. Tem dificuldade para expressar-se em todos os âmbitos. Mostra-se uma pessoa calada. Quem tem este chakra muito estimulado tem, por outro lado, uma grande necessidade de se expressar e não para de falar, mesmo que o que diga não seja relevante ou interessante. Sua fala é muito forte e tenta sobressair-se em todo o tipo de reuniões sociais, festas etc. Quem está equilibrado comunica suas ideias com total clareza e também sabe escutar, mostrando-se uma pessoa muito criativa em sua vida geral. 

O sexto chakra é o Ajna. É o chakra mental. Está localizado atrás das sobrancelhas, no terceiro olho. É o chakra com o qual se comunica com o “mestre interior”. Representa todo o âmbito de atividade mental, desde o pensamento analítico até as faculdades superiores de intuição e sabedoria. As pessoas que têm este chakra apagado são dispersas e desatentas, tendem ao sonho e a estar mentalmente ausentes, perdidas em fantasias irreais. Sua mente mostra-se lenta e se dão conta das coisas quando estas já passaram. Quem tem este chakra muito estimulado padece de uma atividade mental esgotadora. Suas mentes não param de elucubrar um contínuo diálogo interno. Por este motivo, lhes é difícil concentrar-se. Quem tem este chakra equilibrado tem a mente clara, atenta e equânime, que possibilita uma compreensão aguçada da realidade que permite encontrar a melhor resposta para cada momento. Possui uma excelente capacidade de concentração, que permite o afloramento do conhecimento intuitivo. 

Por último, o sétimo chakra, Sahashara. Está acima de todas as descrições. Representa a culminação da ascensão da energia espiritual através dos chakras já descritos. Encontra-se sobre a cabeça. É o vazio pleno onde existe tudo e nada. 

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