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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

anatomia sutil Anandamaya Kosha


por gustavo ponce

O quinto, Anandamaya Kosha, é o corpo de felicidade que está em contato com o espírito ou o Ser. Da origem aos demais Koshas. Em Anandamaya Kosha se transcende o conhecimento intuitivo e se experimenta a dimensão transcendental do ser humano onde não existe nem tempo nem espaço nem individualidade. Habita-se neste corpo durante o sono profundo, e durante certos momentos de meditação, quer dizer quando não há consciência do corpo (corpo denso) nem da mente (corpo sutil).  Este corpo acompanha o homem até a liberação final, momento em que o Ser retorna a sua fonte cósmica.

Mais sobre os Koshas:

Introdução

Cursos relacionados:
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Menstruação consciente: dicas para cólicas

Por Marina Lito
Ilustração: Thaiana Almeida

Receitinhas naturais para aliviarmos as dores desse período!

Somente aos 18 anos comecei a ter cólicas, antes disso não acreditava no desconforto das minhas amigas que falavam “sofrer" de cólicas menstruais.  Foi só experimentando dessa dor tão aguda e desconfortável que explorei a respeito.

Por alguns anos achava que era uma dor que fazia parte do período menstrual e que tomar um remédio era a melhor solução. 

Hoje já posso dizer que manter uma rotina saudável é o melhor remédio.  Quando minha alimentação está equilibrada e mantenho uma prática de exercícios físicos constantes, não tenho nenhum tipo de desconforto físico durante o período. O corpo retém menos líquido e as dores também não aparecem. 

Troquei o remédio por várias dicas que compartilho aqui com vocês. As cólicas não precisam fazer parte do período menstrual, isso já é um grande alivio!

Sabem o porquê das cólicas menstruais?
Resposta do ginecologista dr. Ronaldo Carauta:
Na maioria das vezes a cólica menstrual não significa doença, mas um reflexo de um espasmo do útero. Em outras palavras, nada mais é do que uma contração muscular do útero.

Mas, se as cólicas pioram a cada mês, podem representar sintoma de doenças mais sérias, como infecções. Nesse caso, só uma consulta com ginecologista esclarece o diagnóstico.

Dica de chá da terapeuta Ayurvédica Laura Pires:
Para tomarmos alguns dias antes e durante nosso ciclo, ajuda no combate às cólicas: misturar as ervas de poejo, camomila, erva-doce e menta.

Dica para alívio imediato
Sugiro uma simpática trouxinha de gergelim, que faz as vezes de bolsa de água quente.  É muito fácil de fazer!

1. Escolha um tecido do seu gosto e corte um quadrado.
2. Em uma panela, aqueça três xícaras de sementes de gergelim. Utilize uma tampa, porque assim que as sementes começarem a pipocar, está pronto.
3. Estenda o tecido em cima de uma mesa, e coloque as sementes no centro.
 
No vídeo abaixo podemos aprender como fazer a trouxinha.

Dica de alimentos
Uma semana ou cinco dias antes do período menstrual, evite ou diminua o açúcar, as frituras, o café e o álcool. Pode reparar que o desconforto será muito menor!

 Dica de postura
A professora de Yoga, Parmatma Chris, nos sugere a postura baddha padmasana (postura do lótus entrelaçada).

O baddha padmasana é uma postura restaurativa que engaja o corpo como um todo, criando um circulo energético completo. Ao completarmos a postura, fazemos um oito com braços e pernas formando o símbolo de infinito.

É uma postura feminina, de entrega, que oferece relaxamento visceral, recarregando nossa própria energia.

Vale ressaltar antes que não é necessário fazer essa postura em sua fase avançada ou final, ela pode funcionar igualmente em forma simples, o importante é o conforto e o prazer de uma postura restaurativa para esse momento.

Postura final do baddha padmasana





Sente-se em lótus completo com os braços cruzados atrás das costas e segure os cotovelos nas costas. Segure com as mãos os dedões dos pés e leve a cabeça na direção do chão. Os calcanhares ou os punhos vão massagear os ovários e o útero.

Essa é uma variação mais simples, que proporciona os mesmos benefícios: Utilize uma almofada, o conforto é o mais importante!


Vamos criar bons hábitos, mesmo quando não estamos com dor! Experimente...

Adoraria saber o que vocês acharam dessa prática e das dicas, deixem comentários. Vamos compartilhar os resultados para acabarmos com esse desconforto!

Mais informações sobre a postura no site: boundlotus.com

Marina é estudante e praticante de Yoga e Ayurveda ha 2 anos. Conheceu essas filosofias em uma viajem a Bali, onde "se encontrou" e resolveu fazer formaçao de Hatha Yoga e Vedanta na india. Hoje se dedica a aprofundar-se nos estudos e praticas.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

anatomia sutil Vignanamaya Kosha


por gustavo ponce

O quarto é Vignanamaya Kosha o plano do conhecimento sutil ou da consciência.
Chama-se também envoltório psíquico ou corpo intuitivo. É constituído por Buddhi, o princípio discriminador, a inteligência que avalia, determina e decide. É também a sede do ego, o princípio de individualidade que nos faz sentir diferentes dos demais. Este Kosha está em contato com o mundo exterior através dos Tanmatras: Som, essência sutil do elemento éter; Tato, essência sutil do elemento ar; Forma e cor, essência sutil do elemento fogo; Sabor, essência sutil do elemento água; Odor, essência sutil do elemento terra.
Neste Kosha experimenta-se a autoconsciência ou consciência do Eu (estou consciente de que sou consciente). Residem em Vignanamaya Kosha, as faculdades superiores da mente. Quando se desperta seu potencial, mediante a prática de meditação, se manifestam a intuição ou conhecimento direto, a sabedoria, as percepções extra-sensoriais, as experiências fora do corpo, etc.
Vignanamaya Kosha e Anandamaya Kosha constituem o que geralmente entendemos como psiquismo e mente. São dois aspectos da mesma coisa e, junto com Pranamaya Kosha, formam o corpo sutil ou corpo astral. O homem reside no corpo sutil quando entra no estado de Swapta (nível subconsciente), quer dizer quando dorme e experimenta os sonhos. Durante Swapta se desvanece a percepção do corpo físico e do mundo exterior e a consciência se estabelece no mundo dos conteúdos mentais (pensamentos, imagens, emoções, memórias, etc.).


Mais sobre os Koshas:
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

anatomia sutil Manomaya Kosha


por gustavo ponce

O terceiro envoltório é Manomaya Kosha ou corpo mental. Este corpo é constituído pelos cinco órgãos de percepção (audição, tato, vista, gosto e olfato): os cinco órgãos de ação (fala, tato, movimento, geração e excreção) e o pensamento. É também o lugar das emoções e dos sentimentos. Trabalha com os dados enviados pelos órgãos dos sentidos e com a informação armazenada na memória. Este corpo é o intermediário entre os Koshas superiores e inferiores. É encarregado de transmitir as experiências e percepções do mundo exterior ao corpo ou envoltório psíquico (Vignanamaya Kosha) e de comunicar as influências dos Koshas superiores aos inferiores. Suas ordens põem em marcha as energias do corpo energético (Pranamaya Kosha) e estas se manifestam nas ações do corpo físico (Annamaya Kosha).
O envoltório ou corpo mental alimenta-se das experiências do indivíduo. Cresce e se desenvolve quando não se atua por imitação ou repetição de padrões culturais adquiridos, e sim enfrentando as situações da vida segundo a própria espontaneidade e o critério pessoal genuíno.
      
Mais sobre os Koshas:
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

anatomia sutil Pranamaya Kosha


por gustavo ponce

O segundo, de menor densidade e por isso não visível ao olho humano, se chama Pranamaya Kosha ou corpo energético ou Pránico. É uma replica energética do corpo físico, ao qual dá vida e sustenta.
O ser humano capta o Prana de diferentes maneiras, sendo a mais importante o processo respiratório. Mediante a inspiração se absorve a energia que logo é armazenada e distribuída. O Prana é intercambiável dentro do homem e adota qualidades diferentes segundo o envoltório que alimenta e as funções que realiza. Do ponto de vista do Yoga é muito importante a interrelação Prana-mente, de forma que a modificação de um produz uma flutuação no outro. Neste principio estão baseados sistemas como o Hatha e Raja Yoga. Na prática yóguica atua-se conscientemente sobre o Prana, que se pode visualizar em forma de correntes luminosas que percorrem o corpo. A câmera Kirlian fotografa emanações luminosas dos campos energéticos do homem e os cientistas balizaram a energia Pránica com o nome de “bioplasma”.
O Prana que constitui o corpo energético é uma representação da energia cósmica universal, o Maha Prana. O mesmo que a energia elétrica em nosso lar transforma em luz, aquecimento, rádio, televisão, etc. assim o Prana também realiza diferentes funções no corpo físico, conhecidas como Pranavayu (ares vitais). As modificações ou funções que assume o Prana no corpo são dez, das quais cinco são as mais importantes: são conhecidas como os cinco Vayus ou Pancha Prana: Prana, Apana, Samana, Udana e Vyana. Cada Vayu localiza-se em uma zona do corpo onde atua e flui em uma direção determinada.
Prana Vayu: está na região torácica, entre a laringe e a parte superior do diafragma. Sua função principal consiste na absorção do oxigênio e do Prana por meio do movimento respiratório. Também é responsável pelo funcionamento do coração e pela absorção do alimento líquido e sólido. A direção de seu movimento é para cima.
Apana Vayu: localizado debaixo do umbigo. Trabalha em oposição a Prana Vayu e o complementa ao mesmo tempo. Sua função é a eliminação-expulsão de resíduos corporais e dependem dele o aparelho excretor e urinário. Governa também a menstruação, a ejaculação e é a força que opera durante o parto. Atua também na eliminação do anidrido de carbono mediante a expiração. Seu movimento é para baixo.
Samana Vayu: está situado entre o esterno e o umbigo. Encarrega-se de digerir os alimentos e assimilar o Prana que contêm. Proporciona vitalidade ao estômago, fígado, pâncreas e intestinos e regula suas secreções. Sua energia se move horizontalmente da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.
Udana Vayu: localizado na área do pescoço, da cabeça e das extremidades. Regula a expressão facial e a fala e nutre os órgãos dos sentidos: olhos, nariz, ouvidos e língua. Realiza o movimento da garganta e mantem a força em cada músculo. Sua energia se move de forma circular.
Vyana Vayu: impregna todo o corpo realizando a função de integrador-coordenador dos demais Vayus. Reparte o Prana por todo o organismo, ajustando a circulação dos fluídos e da energia nervosa. Atua no movimento de músculos e articulações, ajudando a manter o corpo ereto, dotando-o de coesão em todas as suas partes.


Mais sobre os Koshas:

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respire sua paz



Todas as práticas de Yoga lidam com o que chamamos de prana, que é a energia vital. Algumas dão mais importância a isso, outras menos, mas todas trabalham o prana do corpo direta ou indiretamente.



É importante trazer para o consciente a percepção desta energia que é inata do ser, direcionando a atenção para o que está acontecendo com a energia durante uma postura ou exercício de pranayama (respiratório).



O pranayama apresentado no vídeo acima é bem simples e de efeitos intensos. Ajuda a regular o ritmo respiratório e também as ondas mentais, preparando a mente para a meditação.



Mais ferramentas

Alguns elementos, como visualizações, podem nos ajudar a manter a mente presente. O estado de presença é fundamental para o êxito no pranayama ou em qualquer prática do Yoga.



Nesse caso, visualizaremos um quadrado para manter a mente presente e a respiração equilibrada. O quadrado representa o elemento terra que está relacionado ao primeiro chakra. Isso direciona nossa meditação a esse chakra, que está relacionado à materialidade, sobrevivência e solidez.



Visualize um quadrado e permaneça presente nesta visualização. Enquanto inspira, visualize um lado do quadrado. Retenha o ar nos pulmões, visualize o outro lado do quadrado. Expire visualizando mais um lado deste quadrado e, enquanto faz uma pausa sem ar, feche mentalmente este quadrado.



Mantenha os quatro tempos iguais. O pranayama deve ser sempre confortável. É possível aumentar o tempo a cada inspiração, desde que continue confortável e com os tempos iguais.




Evento relacionado:

Retiro de Yoga de Réveillon em São Francisco Xavier

Datas: 29 de dezembro a 2 de janeiro
Local: Gaia (São Francisco Xavier, SP)
INFOS AQUI


Rafael Bogoni é músico e buscou, através do Yoga, concentração e postura correta para as horas e horas de estudo do violão. Apaixonando-se por esta prática e pelos seus benefícios, decidiu dedicar-se ao Yoga com afinco. Praticante desde 1999, sob a orientação da professora Carmen Perez, formou-se professor de Yoga na “Escola de Yoga Carmen Perez”. Estudou escrituras antigas do Yoga com o professor de Sânscrito João C. B. Gonçalves (Doutorado em Sânscrito pela USP e praticante de Yoga). Dedica-se ao estudo do Yoga, continuamente, através de diversos cursos e livros, nos quais teve contato com grandes nomes do Yoga do Brasil e do mundo. Uniu a música à prática utilizando mantras em suas aulas. Ministra aulas de forma dinâmica, no estilo vinyasa, mantendo a essência do Yoga nos mantras, pranayamas e visualização dos chakras. Conduz a "Banda Samgita", grupo de mantras. Professor do estúdio Yogaflow, realiza retiros de Yoga, workshops e Kirtans.







Vídeos Banda‪ Saṃgīta ‬








quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

anatomia sutil

por gustavo ponce

O Yoga nos ensina que o ser humano é uma entidade espiritual revestida de cinco envoltórios (koshas) que lhe permitem viver uma experiência de vida nesta dimensão terrena. Ao explicar estes envoltórios começa o estudo da fisiologia do Yoga.

O primeiro envoltório, que podemos ver e tocar, o corpo humano, de carne e ossos, se chama annamaya kosha ou corpo material, a manifestação mais densa do ser humano. Alimenta-se de Prana na forma de comida, água, ar e depende de outros pranas mais sutis que pertencem a outros corpos ou envoltórios. É o único Kosha onde se encontram todos os demais e sem ele não seria possível a manifestação do homem no plano terrestre. Algumas de suas características são a fome, a sede, o desgaste e a morte.

Nos próximos dias, publicaremos textos referentes aos demais envoltórios (koshas); saiba mais:

Pranamaya Kosha
Manomaya Kosha 
Vignanamaya Kosha
Anandamaya Kosha

Texto extraído do livro: "anatomia sutil" Gustavo Ponce


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